Home    
16 de setembro de 2008 - edição 270 - ano 6
notícias
da semana
>> O TCU pesquisa 255 instituições públicas: 47% delas não planejam a TI, e 64% não planejam a segurança.
>> A Secretaria da Saúde de São Paulo adota e-mail da Microsoft, e deixa o usuário decidir o que é spam.
>> Retrato de um fornecedor de VoIP: o dono da NetJet já instalou antenas, vendeu refeições e planeja um escritório de advocacia.
>> O CESAR promete vender música via celular em 10 mil pontos, sem precisar de operadoras ou de gravadoras.
>> A Clínica Mayo revê 200 estudos científicos para responder: treinamento via Internet dá certo?
>> O Banco do Brasil estuda a telefonia via Internet: por enquanto, é cara demais.
>> A Procempa pretende instalar acesso WiMAX em 149 postos de saúde em 2009.
>> A Transit Telecom corre para instalar 25 novos pontos de presença em 11 estados.
>> Edições anteriores
>> Assinaturas
>> Como anunciar
 
>> Quem somos
 
>> pesquisa

Segundo o TCU, 47% dos órgãos de governo não planejam a TI.

Cláudio Castello Branco, secretário de fiscalização de TI do Tribunal de Contas da União (TCU), e mais dois auditores terminaram de tabular os dados sobre a governança de TI nos órgãos do governo federal. “A situação”, diz Cláudio, “é muito ruim.” Cláudio e equipe questionaram 255 instituições, como ministérios, universidades federais, autarquias, secretarias e empresas estatais. Cláudio demorou quase um ano para levantar as informações; os gerentes de TI não queriam responder às perguntas; tinham medo de que as informações fossem divulgadas. “Me comprometi a só divulgar os dados consolidados.” Cláudio baseou o questionário nas melhores práticas da ITIL e do Cobit.
Ele mandou uma identificação e uma senha para cada gestor de TI; depois, os gestores de TI acessaram um questionário online com oito questões. Cláudio pediu documentos que comprovassem as repostas.
Ao tabular a pesquisa, Cláudio descobriu que, dos 255 órgãos auditados, 47% não têm planejamento estratégico institucional; desses 47%, 81% não fazem o planejamento estratégico de TI. “Sem isso, o gestor não tem condições de planejar melhorias na TI que ajudem a instituição.” Além disso, 64% das instituições não definiram ainda uma política geral de segurança.
Grande parte dos profissionais de TI dos órgãos públicos, diz Cláudio, são mal qualificados; por isso, não planejam as ações da TI, nem conseguem prever problemas. No estudo, Cláudio notou que só 37% dos funcionários públicos que trabalham na área de TI estudaram TI em alguma escola. “Os profissionais compram sem necessidade, não sabem especificar sistemas e avaliar riscos.” Os gestores de TI também não gerenciam bem os contratos terceirizados; 74% deles não acompanham nenhum índice de qualidade dos serviços prestados. Resultado: o governo paga caro pelos contratos, mas muitas vezes não recebe o que comprou.
Com a pesquisa em mãos, Cláudio recomendou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que orientem e estimulem os gestores de TI dos órgãos públicos federais a adotar diversas medidas, todas baseadas nas melhores práticas da ITIL e do Cobit. Por exemplo, exigir que os órgãos adotem normas para gestão da continuidade de negócios, a gestão de mudanças e a gestão de riscos de TI. Cláudio pretende monitorar os órgãos; ele vai repetir a mesma pesquisa daqui a um ano. “O prazo é razoável, pois é difícil para os gestores mudar a TI nos órgãos públicos.”

comente esta notícia Comente esta notícia
 
>> facilidade – I
A Secretaria da Saúde de São Paulo adota e-mail da Microsoft...

Médicos, enfermeiros e funcionários da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo queriam um sistema de e-mail mais fácil de usar, e com mais ferramentas. Eles pediam para André Luiz de Almeida, diretor de informática da Secretaria de Saúde de São Paulo, uma forma mais fácil para agendar reuniões, para acessar o e-mail pela Internet, para receber menos e-mails indesejados (spam) e para receber os e-mails que queriam receber.
A Secretaria de Saúde de São Paulo usa um sistema de e-mail baseado em software livre. André e os técnicos da secretaria não têm ferramentas para administrar os e-mails, não sabem quantas mensagens trafegam pela rede, ou quantas caixas postais existem. Gerenciar o sistema é caro. “O maior custo é o da falta de informação.”
Toda vez que André pedia ao diretor de infra-estrutura um relatório sobre os servidores e os e-mails, ouvia uma desculpa: dá para fazer, mas demora. “Se usássemos o Exchange”, dizia o diretor, “seria rápido.” O diretor de infra-estrutura trabalhava na Votorantim; lá eles usavam bastante o Exchange, da Microsoft.
André cedeu.
Tirou os servidores espalhados pelos órgãos da Secretaria da Saúde e consolidou os e-mails num único servidor, no CPD da secretaria. Trocou o e-mail baseado em software livre pelo Exchange. “A Microsoft fez uma boa proposta e vamos economizar bastante.”
Com o Exchange, os funcionários podem acessar o e-mail pela Internet. “O webmail da Microsoft é amigável.” O software livre deixava a desejar.
Em outubro, André coloca 10 mil caixas de e-mails no Exchange. Se tudo funcionar bem, ele dará um endereço de e-mail para os 70 mil funcionários da secretaria.

comente esta notícia Comente esta notícia
 
>> facilidade – II
... e deixa o usuário decidir o que é spam.
André também trocou o sistema de anti-spam. No final do dia, o usuário recebe um relatório das mensagens que recebeu; decide o que é mensagem indesejada e o que é mensagem desejada.
Os sistemas tradicionais de anti-spam usam algoritmos para decidir o que é spam ou não é spam. E-mails com mais de 15 destinatários são automaticamente bloqueados pelo anti-spam. Mas sistemas assim erram muito. André acredita que o usuário deve decidir por si mesmo o que é spam.
André testou o novo sistema com alguns usuários. Nesta semana, ele passa a treinar os usuários em etapas. Até outubro, ele quer todos os usuários com o novo anti-spam.
comente esta notícia Comente esta notícia
 
>> voip – I
Os clientes da NetJet reclamam da qualidade das ligações...

Valter Baldussi instalava antenas de rádio onde a rede da Brasil Telecom não chegava, no Paraná. Com o passar dos anos, a Brasil Telecom expandiu sua rede e Valter ficou com pouco serviço. Em 2006, ele começou vender telefonia pela rede IP (VoIP). Mas os clientes reclamavam da qualidade do serviço.
Quando abriu a NetJet, Valter abriu também a Hiperfone e a Brasil Telenet, esta última com seu irmão, Edson Baldussi Fernandes. A família Baldussi é de investidores. “Eu tenho o segundo grau completo”, diz Valter. “Meu filho está se formando advogado e eu vou montar um escritório de advocacia; e não sou advogado.” Valter tem o perfil de outros empresários do mercado de VoIP.
O ponto fraco da VoIP, diz Valter, é a Internet. “Nossa qualidade fica ruim se o cliente tiver uma conexão de Internet ruim.” A ligação piora se o usuário acessa o e-mail, joga pela Internet, navega.

comente esta notícia Comente esta notícia
 
>> voip – II
... porque usam banda larga ruim.
Valter hospeda os servidores da NetJet no CPD da Intelig; e usa a rede da Brasil Telecom, da Embratel, da Telefônica e da GVT para vender o serviço de VoIP. A NetJet não tem licença de SCM. Valter não compra a licença porque não sabe se ela valerá amanhã. “Ninguém sabe o que regulamenta a VoIP no Brasil.”
Para a Anatel, VoIP é uma tecnologia — não é um serviço de telecomunicações. Se a operadora usa a rede de outras operadoras licenciadas para distribuir o serviço de VoIP, então a Anatel não exige a licença de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM).
Para melhorar a qualidade dos serviços, Valter criou uma promoção. A partir de março de 2007, se o cliente contratasse banda larga exclusiva para a VoIP, ganharia o equipamento de VoIP da NetJet. A conexão podia ter qualquer velocidade — só precisava ser exclusiva. “Os clientes viram qualidade nos nossos serviços.”
Com a promoção, Valter ganhou 2.500 clientes em 2007 e fechou o ano com 5 mil clientes. Em agosto de 2008, ele já tinha 8 mil clientes. Os clientes falaram mais e Valter ganhou maior poder de barganha junto às operadoras.
No ano passado, Valter montou uma cooperativa com outras operadoras de VoIP.
comente esta notícia Comente esta notícia
 
>> voip – III
A NetJet lança um cartão 0800
As operadoras da cooperativa usam a rede e os servidores da NetJet; pagam uma taxa para a NetJet, sobre o preço que Valter paga para a Intelig. Quanto maior a cooperativa, maior o poder de barganha de Valter com a Intelig. Com isso, Valter paga para as operadoras R$ 0,06 o minuto para qualquer lugar do país; para São Paulo e Rio de Janeiro, paga R$ 0,03.
A cooperativa tem 20 empresas, inclusive as outras duas operadoras VoIP das quais Valter é sócio, a Brasil Telenet e a Hiperfone. Valter queria mais operadoras na cooperativa, mas os empresários têm medo. “Acham que o serviço será ruim.”
Os técnicos da NetJet, diz Valter, sempre monitoram a qualidade das ligações. “A qualidade é excelente”, ele repete, “e só fica ruim se a banda larga é ruim.”
A NetJet não tem vendedores. Os clientes a procuram por conta própria. Em 2008, Valter lançou cartões de VoIP, tipo cartões telefônicos. O cliente liga para um 0800, informa o número do cartão e o telefone que quer chamar. A ligação é VoIP, mas o cliente pode usar qualquer telefone. Quando acaba o crédito, o cliente recarrega o cartão. Valter cogita contratar vendedores para vender os cartões. Por enquanto, ele os distribui por e-mail.
comente esta notícia Comente esta notícia
 
>> música no celular – I

O CESAR vende música pelo celular...

Em abril, Silvio Meira, cientista-chefe do CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), mandou um e-mail para um grupo que incluía Eduardo Peixoto, o executivo de desenvolvimento de negócios. Silvio queria ajuda para inventar um produto para a classe C (gente com renda média mensal de R$ 1.062,00).
Eduardo respondeu na mesma hora. Ele vinha justamente pensando num serviço para distribuir música pelo celular. Outra resposta chegou dois dias depois. Silvio não lembra quem respondeu, nem o conteúdo da mensagem. Só lembra que a resposta não fazia sentido. “O sujeito não tinha entendido nada.”
Não que fosse uma idéia complicada. O CESAR construiu um sistema com tecnologia Bluetooth (comunicação de rádio de pequeno alcance), batizada de Bluwhee. Algumas empresas usam o Bluwhee para fazer marketing: elas enviam filmes, toques e imagens promocionais para o celular de quem passa perto de um ponto de acesso.
No começo do ano, Eduardo leu o relatório de um gerente do CESAR; o gerente propunha distribuir música em parceria com grandes gravadoras. Eduardo gostou da idéia de distribuir música, mas não da idéia da parceria. Ele diz que as gravadoras vão ficar presas à venda de CD “até a morte”.

comente esta notícia Comente esta notícia
 
>> música no celular – II
... sem depender de operadoras nem gravadoras...
Para fugir das gravadoras, Eduardo pensou num esquema para divulgar o trabalho de artistas desconhecidos e vender músicas mesmo a quem tivesse celular pré-pago. No ponto de acesso Bluwhee, o usuário poderia baixar as músicas usando o recurso Bluetooth do celular.
Eduardo explicou tudo isso por e-mail.
Só uma pessoa se interessou.
Ninguém entendeu nada.
“As pessoas só entendem de verdade quando você fala, mostra, liga conceitos”, diz Eduardo. Mandar e-mail não adiantava: ele precisava conversar com as pessoas.
Ele conversou com Cleber Moura e Ivo Frazão, os dois da área de tecnologia do CESAR, e com a analista de negócios Daniela Talmon. Todos gostaram da idéia. Depois de uma noite juntando palavras, escrevendo e riscando nomes em um quadro, os quatro escolheram o nome para o serviço: Tocaê.
Eduardo inaugurou o primeiro ponto de acesso do Tocaê em 25 de maio. O evento foi notícia em vários blogs e nos três maiores jornais da cidade. Para Eduardo, é como se todo mundo já estivesse esperando que aparecesse algo assim.
Os funcionários do Café Delta explicam o serviço aos clientes e deixam um catálogo de músicas na mesa. Cada música custa 50 centavos, menos que um cafezinho. Quem baixa a música pode copiá-la e distribuí-la como quiser. O objetivo do projeto não é dar dinheiro para o CESAR, para o café ou para o artista: é divulgar as músicas. O primeiro catálogo tinha músicas de 6 CDs. O atual tem mais de 400 músicas.
O Tocaê chegou a outros dois pontos, ambos dentro de shopping centers de Recife. Eduardo trabalha agora para expandir o serviço para toda a cidade.
comente esta notícia Comente esta notícia
 
>> música no celular – III
... e agora quer levar o serviço para todo o Brasil.
Eduardo quer levar o serviço a 400 pontos no Recife, depois a outros 2 mil pontos em São Paulo. O objetivo é chegar a 10 mil pontos em todo o país. Por enquanto, Eduardo pensa em outros locais para instalar o serviço. Pontos de ônibus, estações de metrô, filas de banco — locais onde as pessoas só esperam, sem fazer nada. “O mercado de música virou um sarapatel, voltou ao que era antes”, diz Eduardo. “O artista bota a viola embaixo do braço e vai aonde o povo está.”
comente esta notícia Comente esta notícia
 
>> recursos humanos
Treinamento via Internet dá certo?

Dá. Um pessoal da Clínica Mayo, dos Estados Unidos, revisou 200 trabalhos científicos sobre a eficiência de estudar assuntos médicos via Internet; os trabalhos foram publicados por instituições do mundo inteiro.
Fazer um curso via Internet dá ótimos resultados, quando comparado com fazer nenhum curso. E fazer um curso via Internet dá bons resultados, quando comparado com fazer um curso comum. O pessoal da Clínica Mayo, liderado pelo professor de medicina David Cook, publicou os resultados dessa revisão dos 200 trabalhos no Jama, o jornal da Associação Médica dos Estados Unidos.
Cook e equipe dizem que os resultados da pesquisa são os mesmos não importa o tipo de profissional, o assunto do curso e as circunstâncias gerais. Cursos via Internet ficam par a par com cursos comuns, diz Cook, mas têm outras vantagens: o aluno estuda onde e quando acha melhor; o professor consegue fácil adaptar ou modificar o conteúdo. Os assuntos médicos mudam muito. Metade de toda a produção científica do mundo está de alguma forma relacionada com medicina.
Essa pesquisa é o primeiro passo de uma outra pesquisa, maior: a Clínica Mayo pretende descobrir um jeito de montar cursos via Internet excepcionais, mesmo quando comparados com ótimos cursos comuns.

comente esta notícia Comente esta notícia
 
>> toip

O Banco do Brasil testa telefonia via Internet. E faz contas.

José Francisco Raya, gerente-geral da unidade de soluções de infra-estrutura de TI do Banco do Brasil, testa um sistema de telefonia via IP em algumas agências e filiais do banco. Até o final do ano, ele quer descobrir quais os custos reais da telefonia IP, para compará-los com os custos da telefonia fixa tradicional. Ele só pretende adotar a telefonia IP no banco depois que esse estudo estiver pronto.
Raya tem estudado a qualidade da voz nos telefones IP, e quanto o banco deve gastar a mais com canais de comunicação de dados, com equipamentos novos e com pessoal treinado. Ele tem anotado todas as informações num documento. Com o que sabe até agora, Raya já fez algumas contas simples e descobriu que a telefonia IP, por enquanto, ainda é mais cara que a telefonia convencional. Sem contar o tráfego, um telefone comum, na mesa de um gerente, sai por R$ 8,00 por mês, incluindo outras despesas, como depreciação. Mas um telefone IP sai por R$ 70,00 por mês. Ao contar o tráfego: “Como temos 90 mil telefones, a operadora de telefonia fixa nos dá um desconto bom, mesmo na ligação interurbana.”
Ao final do teste, Raya crê que a telefonia fixa continue sendo mais barata que a telefonia IP, pois ultimamente as operadoras diminuem os preços sempre que o cliente recebe uma proposta melhor ou descobre uma tecnologia mais nova. Segundo Raya, caso ele consiga um custo viável para a telefonia IP, as operadoras podem baixar ainda mais o preço do serviço de telefonia fixa. “Elas podem nos fazer uma boa oferta para continuar com o telefone comum, já que estão com a rede delas totalmente pagas e o custo de manutenção distribuído entre os clientes.”

comente esta notícia Comente esta notícia
 
>> competição estatal
A Procempa vai expandir a rede WiMAX. Depois das eleições.

Zilmino Tartari, diretor técnico da Procempa, a empresa de processamento de dados de Porto Alegre, terminou há duas semanas um projeto para expandir a rede WiMAX na freqüência de 5,8 GHz para 149 postos de saúde da periferia de Porto Alegre. No entanto, Zilmino terá de esperar as eleições. O novo prefeito talvez queira outra pessoa no cargo. “Se o prefeito mudar”, diz Zilmino, “talvez troque os gestores da Procempa.”
Desde 2006, Zilmino já instalou rádios WiMAX em 80 escolas, seis órgãos da prefeitura, a administração regional e uns poucos postos de saúde. Antes, essas instituições tinham dificuldade para acessar a Internet. “O enlace de rede da operadora é ruim”, diz Zilmino. Além disso, quando a rede cai, a operadora demora dois dias para solucionar o problema; enquanto isso, alunos, servidores públicos e médicos não acessam a Internet, nem os aplicativos da Procempa. Os 149 postos de saúde que serão beneficiados pelo novo projeto ainda usam acessos do tipo ADSL.
Depois de instalar a rede WiMAX, Zilmino contratou uma empresa para reparar a rede quando necessário. Desde 2006, Zilmino só acionou a empresa para reposicionar os rádios após temporais; ele paga por chamado. “Reduzimos os problemas em 70%.” A prefeitura também reduziu a conta telefônica em 50%, depois que Zilmino instalou ramais VoIP em todos os órgãos conectados pela rede. “Ninguém paga pelas ligações entre os ramais.”
No relatório que Zilmino entregou para o secretário municipal de saúde de Porto Alegre, ele escreveu que, para expandir a rede, a prefeitura de Porto Alegre gastará R$ 2 milhões para comprar um rádio, um roteador, um adaptador de VoIP e um nobreak para cada posto de saúde. Zilmino também terá de construir três novas estações de rádio WiMAX. Contudo, Zilmino não se preocupa com o preço. Tudo o que a prefeitura gastar com o projeto, diz Zilmino, deve voltar em no máximo um ano.

comente esta notícia Comente esta notícia
 
>> facilidade – I
A Secretaria da Saúde de São Paulo adota e-mail da Microsoft...

Médicos, enfermeiros e funcionários da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo queriam um sistema de e-mail mais fácil de usar, e com mais ferramentas. Eles pediam para André Luiz de Almeida, diretor de informática da Secretaria de Saúde de São Paulo, uma forma mais fácil para agendar reuniões, para acessar o e-mail pela Internet, para receber menos e-mails indesejados (spam) e para receber os e-mails que queriam receber.
A Secretaria de Saúde de São Paulo usa um sistema de e-mail baseado em software livre. André e os técnicos da secretaria não têm ferramentas para administrar os e-mails, não sabem quantas mensagens trafegam pela rede, ou quantas caixas postais existem. Gerenciar o sistema é caro. “O maior custo é o da falta de informação.”
Toda vez que André pedia ao diretor de infra-estrutura um relatório sobre os servidores e os e-mails, ouvia uma desculpa: dá para fazer, mas demora. “Se usássemos o Exchange”, dizia o diretor, “seria rápido.” O diretor de infra-estrutura trabalhava na Votorantim; lá eles usavam bastante o Exchange, da Microsoft.
André cedeu.
Tirou os servidores espalhados pelos órgãos da Secretaria da Saúde e consolidou os e-mails num único servidor, no CPD da secretaria. Trocou o e-mail baseado em software livre pelo Exchange. “A Microsoft fez uma boa proposta e vamos economizar bastante.”
Com o Exchange, os funcionários podem acessar o e-mail pela Internet. “O webmail da Microsoft é amigável.” O software livre deixava a desejar.
Em outubro, André coloca 10 mil caixas de e-mails no Exchange. Se tudo funcionar bem, ele dará um endereço de e-mail para os 70 mil funcionários da secretaria.

comente esta notícia Comente esta notícia
 
>> facilidade – II
... e deixa o usuário decidir o que é spam.
André também trocou o sistema de anti-spam. No final do dia, o usuário recebe um relatório das mensagens que recebeu; decide o que é mensagem indesejada e o que é mensagem desejada.
Os sistemas tradicionais de anti-spam usam algoritmos para decidir o que é spam ou não é spam. E-mails com mais de 15 destinatários são automaticamente bloqueados pelo anti-spam. Mas sistemas assim erram muito. André acredita que o usuário deve decidir por si mesmo o que é spam.
André testou o novo sistema com alguns usuários. Nesta semana, ele passa a treinar os usuários em etapas. Até outubro, ele quer todos os usuários com o novo anti-spam.
comente esta notícia Comente esta notícia
 
Furukawa