Zilmino Tartari, diretor técnico da Procempa, a empresa de processamento de dados de Porto Alegre, terminou há duas semanas um projeto para expandir a rede WiMAX na freqüência de 5,8 GHz para 149 postos de saúde da periferia de Porto Alegre. No entanto, Zilmino terá de esperar as eleições. O novo prefeito talvez queira outra pessoa no cargo. “Se o prefeito mudar”, diz Zilmino, “talvez troque os gestores da Procempa.”
Desde 2006, Zilmino já instalou rádios WiMAX em 80 escolas, seis órgãos da prefeitura, a administração regional e uns poucos postos de saúde. Antes, essas instituições tinham dificuldade para acessar a Internet. “O enlace de rede da operadora é ruim”, diz Zilmino. Além disso, quando a rede cai, a operadora demora dois dias para solucionar o problema; enquanto isso, alunos, servidores públicos e médicos não acessam a Internet, nem os aplicativos da Procempa. Os 149 postos de saúde que serão beneficiados pelo novo projeto ainda usam acessos do tipo ADSL.
Depois de instalar a rede WiMAX, Zilmino contratou uma empresa para reparar a rede quando necessário. Desde 2006, Zilmino só acionou a empresa para reposicionar os rádios após temporais; ele paga por chamado. “Reduzimos os problemas em 70%.” A prefeitura também reduziu a conta telefônica em 50%, depois que Zilmino instalou ramais VoIP em todos os órgãos conectados pela rede. “Ninguém paga pelas ligações entre os ramais.”
No relatório que Zilmino entregou para o secretário municipal de saúde de Porto Alegre, ele escreveu que, para expandir a rede, a prefeitura de Porto Alegre gastará R$ 2 milhões para comprar um rádio, um roteador, um adaptador de VoIP e um nobreak para cada posto de saúde. Zilmino também terá de construir três novas estações de rádio WiMAX. Contudo, Zilmino não se preocupa com o preço. Tudo o que a prefeitura gastar com o projeto, diz Zilmino, deve voltar em no máximo um ano. |