José Francisco Raya, gerente-geral da unidade de soluções de infra-estrutura de TI do Banco do Brasil, testa um sistema de telefonia via IP em algumas agências e filiais do banco. Até o final do ano, ele quer descobrir quais os custos reais da telefonia IP, para compará-los com os custos da telefonia fixa tradicional. Ele só pretende adotar a telefonia IP no banco depois que esse estudo estiver pronto.
Raya tem estudado a qualidade da voz nos telefones IP, e quanto o banco deve gastar a mais com canais de comunicação de dados, com equipamentos novos e com pessoal treinado. Ele tem anotado todas as informações num documento. Com o que sabe até agora, Raya já fez algumas contas simples e descobriu que a telefonia IP, por enquanto, ainda é mais cara que a telefonia convencional. Sem contar o tráfego, um telefone comum, na mesa de um gerente, sai por R$ 8,00 por mês, incluindo outras despesas, como depreciação. Mas um telefone IP sai por R$ 70,00 por mês. Ao contar o tráfego: “Como temos 90 mil telefones, a operadora de telefonia fixa nos dá um desconto bom, mesmo na ligação interurbana.”
Ao final do teste, Raya crê que a telefonia fixa continue sendo mais barata que a telefonia IP, pois ultimamente as operadoras diminuem os preços sempre que o cliente recebe uma proposta melhor ou descobre uma tecnologia mais nova. Segundo Raya, caso ele consiga um custo viável para a telefonia IP, as operadoras podem baixar ainda mais o preço do serviço de telefonia fixa. “Elas podem nos fazer uma boa oferta para continuar com o telefone comum, já que estão com a rede delas totalmente pagas e o custo de manutenção distribuído entre os clientes.”
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