Em abril, Silvio Meira, cientista-chefe do CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), mandou um e-mail para um grupo que incluía Eduardo Peixoto, o executivo de desenvolvimento de negócios. Silvio queria ajuda para inventar um produto para a classe C (gente com renda média mensal de R$ 1.062,00).
Eduardo respondeu na mesma hora. Ele vinha justamente pensando num serviço para distribuir música pelo celular. Outra resposta chegou dois dias depois. Silvio não lembra quem respondeu, nem o conteúdo da mensagem. Só lembra que a resposta não fazia sentido. “O sujeito não tinha entendido nada.”
Não que fosse uma idéia complicada. O CESAR construiu um sistema com tecnologia Bluetooth (comunicação de rádio de pequeno alcance), batizada de Bluwhee. Algumas empresas usam o Bluwhee para fazer marketing: elas enviam filmes, toques e imagens promocionais para o celular de quem passa perto de um ponto de acesso.
No começo do ano, Eduardo leu o relatório de um gerente do CESAR; o gerente propunha distribuir música em parceria com grandes gravadoras. Eduardo gostou da idéia de distribuir música, mas não da idéia da parceria. Ele diz que as gravadoras vão ficar presas à venda de CD “até a morte”.
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