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12 de junho de 2007 - edição 208 - ano 5
notícias
da semana
>> A Super-Receita se prepara para comprar 14 mil computadores
>> Sem gente, a diretoria do Serpro atrasa decisões importantes.
>> Vai faltar certificado digital para a estréia do Super-Simples
>> A Encore, fabricante indiano, promete produzir 10 mil notebooks baratinhos até julho.
>> A Intel doa circuitos integrados para iniciativas de inclusão digital
>> Pesquisa mostra como os brasileiros usam a TI e os portais de governo eletrônico
>> Até agora, 24 fábricas de software conseguiram o certificado MPS.BR, e a Softex corre atrás de mais dinheiro.
>> O NAE põe na rede software livre para análises de conjuntura
>> O prefeito de BH planeja iluminar 90% da cidade até dezembro — com WiMAX.
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>> superlicitação

A Super-Receita se prepara para comprar 14 mil computadores

A Receita Federal do Brasil (RFB), mais conhecida como Super-Receita, prepara sua primeira licitação para a área de tecnologia da informação. Vai comprar 10 mil micros de mesa, 4 mil notebooks, sistemas operacionais e licenças de software de toda ordem, informa Vitor Almeida, coordenador-geral de tecnologia e segurança da informação da Secretaria da Receita Federal. A licitação dever ser feita por pregão eletrônico; mas os responsáveis pela licitação ainda não escolheram a data de publicação do edital.
Contudo, diz Vitor, o pessoal da RFB tem pressa. A Super-Receita é a junção da Secretaria da Receita Previdenciária (em essência, aposentadoria) e da Secretaria da Receita Federal (em essência, Imposto de Renda). Mas os computadores e as licenças de software das duas instituições são insuficientes para os 10 mil funcionários públicos da nova Super-Receita trabalhem. As unidades de atendimento ao público da Super-Receita, mais de 100 no país, foram obrigadas a esticar o horário de funcionamento, para que dois funcionários usem um mesmo computador.

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>> indicações políticas

Sem gente, a diretoria do Serpro atrasa decisões importantes.

Marcos Mazoni assumiu a diretoria do Serpro na segunda-feira passada, dia 4, mas até agora não pôde indicar os outros nomes da diretoria. Membros do governo e do PT ainda discutem as indicações. O Serpro é a empresa de processamento de dados do Ministério da Fazenda, e presta serviços para a Super-Receita. A falta dos nomes, diz Vitor Almeida, atrapalha o andamento de decisões importantes.
O Super-Simples deve começar a funcionar no dia 1º de julho, por exemplo, mas as decisões necessárias não saem. Alguns assuntos já começam a ser tratados pelo pessoal do operacional, mas ainda “faltam conversas político-administrativas com o Serpro”.

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>> super-simples
Vai faltar certificado digital para a estréia
Técnicos da Receita Federal do Brasil (RFB) já pensam em desistir de exigir certificados digitais das empresas que optarem pelo Simples Nacional (ou Super-Simples), o novo sistema único de recolhimento de impostos. Segundo as estimativas feitas até agora, 3 milhões de empresas pequenas ou médias devem optar pelo Simples Nacional.
Mas, por enquanto, só 300 mil empresas usam certificados digitais para prestar contas à Receita Federal. E os fornecedores conseguem entregar mais ou menos uns 400 mil certificados novos por mês. Como o Simples Nacional deve começar a funcionar dia 1º de julho, não dá tempo de estocar todos os certificados necessários.
O plano B seria montar um cronograma de datas, e fazer com que as empresas comprassem o certificado por etapas.
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>> computador na escola - I

Este mês, os indianos acionam a linha de produção...

O grupo RF Telavo já havia assinado uma parceria com a Encore, um fabricante indiano de notebooks de baixo custo (o Mobilis), desenhado para iniciativas de inclusão digital. Pois as duas empresas formaram uma empresa, a Encore do Brasil Tecnologia Ltda; e essa Encore do Brasil passa a fabricar os notebooks da linha Mobilis este mês (por meio da Tecom, uma das empresas do grupo RF Telavo).
Inicialmente, vão fabricar uma série de 2 mil computadores. Depois, prometem fabricar 10 mil computadores até julho, e 100 mil computadores até dezembro. Os computadores custam US$ 170 (com tela) ou US$ 100 (sem tela). O cliente terá de desembolsar mais US$ 30 pelo receptor e pela antena de TV.
A Encore disputa a conta do programa mundial Um Computador por Aluno (One Laptop per Child). É um programa coordenado pela OLPC, uma ONG norte-americana, chefiada pelo famoso professor Nicholas Negroponte, do MIT. Os concorrentes da Encore são a Intel (com os computadores da linha Classmate PC) e própria OLPC (com os computadores da linha XO).
Os equipamentos da Encore, equipados com o receptor de US$ 30, funcionam como receptor de TV e acessam a Internet por meio de celular, Wi-Fi ou conexão ADSL. Quando a TV digital brasileira sair, o Mobilis servirá como receptor também, informa Jakson Sosa, diretor executivo da RF Telavo.

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>> computador na escola - II
... e a Intel doa 400 laptops prontos.

Em janeiro, a Intel tinha prometido doar 800 laptops Classmate PC. A cidade de Piraí, no Rio de Janeiro, deve receber o primeiro lote da doação, ou 400 laptops. O presidente Lula deve participar da cerimônia de doação, marcada, a princípio, para a semana que vem.
O governo brasileiro ainda está na fase de testes dos laptops; uma das tarefas importantes dessa fase é medir a influência dos computadores na qualidade do aprendizado, se é que essa influência existe.

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>> inclusão digital
A Intel doa processadores para o Ministério do Planejamento

A Intel, fabricante de circuitos integrados (ou CIs), deve doar 5 mil processadores para programas de inclusão digital do governo brasileiro; a doação estava marcada para amanhã, dia 13. A maior parte dos CIs, quatro mil peças, vai para o projeto de recondicionamento de computadores do Ministério do Planejamento. O restante vai para projetos do Ministério do Desenvolvimento.
Todos os processadores são novos, mas com tecnologia ultrapassada para os padrões atuais da Intel. Rogério Santanna, secretário de logística e TI do Ministério do Planejamento, e Gregory R. Pearson, presidente da Intel Américas, devem assinar o contrato de doação.

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>> pesquisa - I

Como as pessoas usam a TI?

O NIC.br entrevistou 10.510 pessoas, todas com 10 anos de idade ou mais e vivendo em várias cidades, para conhecer como usam informática e telecomunicações (TI). No fim das contas, poucos brasileiros sabem achar informações na Internet ou mandar um e-mail com arquivo anexado. Talvez por isso eles só comprariam um computador se ele fosse bem baratinho: R$ 300,00.

Das 10.510 pessoas...
97% vêem TV.
89,61% ouvem rádio.
46,33% têm celular. (Que usam só para falar.)
19,6% têm computador.
28% sabem buscar informações na Internet.
19,85% sabem anexar um documento no e-mail.
33,09% acessaram a Internet pelo menos uma vez nos últimos três meses.
1,28% acessaram a Internet em telecentros, bibliotecas, etc.
65% pagariam R$ 300,00 por um computador.
Veja mais em: www.nic.br
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>> pesquisa - II
O governo eletrônico é pouco usado

A população rica, com maior grau de instrução, é a que mais usou os serviços de governo eletrônico nos últimos 12 meses. A maioria consultou a situação do CPF, ou enviou o imposto de renda, ou buscou informações sobre serviços públicos de educação.
No entanto, a maioria das pessoas não acessa os serviços de governo eletrônico porque prefere se encontrar cara a cara com os funcionários do governo.

Das 7.853 pessoas que não usam governo eletrônico...
34,6% gostariam de pesquisar sobre empregos.
33,5% consultar o CPF.
32,7% buscar informações sobre serviços públicos de saúde.
31% pesquisar sobre serviços de educação.
30,2% pesquisar sobre os direitos do trabalhador.
30% pesquisar sobre programas assistenciais
29,7% fazer a inscrição em concursos públicos.
23% fazer a declaração de imposto de renda.
Veja mais em: www.nic.br
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>> software

Cresce o número de empresas certificadas com MPS.BR

Eratóstenes Ramalho de Araújo corre atrás do dinheiro para garantir o funcionamento do projeto MPS.BR. Desde 2004, ele mantém contato constante com representantes do governo e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID): conseguiu investimento na casa dos US$ 6 milhões para quatro anos. Agora, o MPS.BR pode entrar no plano plurianual do governo federal.
O MPS.BR contém uma série de lembretes e de recomendações para ajudar as empresas de software a melhorar a qualidade dos processos — algo parecido com o CMMI, só que brasileiro. Foi criado em 2004 por representantes de empresas, do governo e de universidades; e hoje é coordenado pela Softex, associação para a promoção do software, onde Eratóstenes trabalha.
O MPS.BR bateu as metas estipuladas pelo BID. Hoje, diz Eratóstenes, 24 empresas conseguiram o certificado e outras 100 passam pelo processo de implementação do MPS.BR. “Até o final de 2007, 80 empresas receberão o certificado.” Pelas metas, até o final de 2008, 40 empresas deveriam ser certificadas com o MPS.BR e outras 80 deveriam estar implementando.
Além do BID, o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) patrocinam o MPS.BR. Recentemente, o Sebrae entrou no projeto. Investirá R$ 900 mil para ajudar empresas pequenas a adotar o MPS.BR.
Eratóstenes continua falando com os representantes do governo federal e do BID. Eles lhe prometeram incluir o MPS.BR no plano plurianual de investimentos do governo, para que as agências públicas mantenham o investimento no projeto pelos próximos anos.
Recentemente, o MPS.BR ganhou o Prêmio Dorgival Brandão Júnior da Qualidade e Produtividade em Software, do Ministério da Ciência e Tecnologia, depois de concorrer com outros 200 projetos.

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>> software livre
O Núcleo de Assuntos Estratégicos distribuirá software gratuito para análises de conjuntura

O NAE, Núcleo de Assuntos Estratégicos vinculado à Presidência da República, vai colocar na rede uma versão em código livre do software que seus técnicos usam para fazer análises de conjuntura. O nome do software é Prospectiva; foi criado para fazer as análises futuras do Projeto Brasil 3 Tempos, que define e planifica as ações do estado brasileiro em 2007, 2015 e 2020. Ao baixar o Prospectiva, o interessado pode baixar também a base de dados do NAE, com as informações públicas já consolidadas. Segundo o coronel Oswaldo Oliva Neto, chefe do NAE, usará o Prospectiva “todo mundo que trabalha com percepção de futuro, com foresight”. Para o download ser liberado faltam apenas detalhes, como a conclusão do manual online do Prospectiva, e de um vídeo que orientará o usuário a manejar o programa. “O programa já foi feito para ser público.”

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>> rede municipal

O prefeito de BH planeja iluminar 90% da cidade até dezembro

O prefeito de Belo Horizonte (MG), Fernando Pimentel (PT), promete publicar um edital de licitação no valor de R$ 6 milhões. Vai usar o dinheiro para comprar os equipamentos e os serviços necessários para iluminar 90% da cidade com sinais de rádio na tecnologia WiMAX.
Ele encomendou o projeto à Brisa (uma empresa de consultoria, sem fins lucrativos) em novembro de 2006. Pedro Ernesto Diniz, diretor-presidente da Probabel (o órgão responsável pela informática da cidade), é o coordenador do projeto.
A primeira etapa deve ficar pronta até dezembro: os vencedores da licitação devem instalar 12 torres de transmissão e 12 equipamentos de acesso à rede (CPEs); de preferência, devem instalar os 12 CPEs em escolas. Na segunda etapa, os vencedores devem instalar mais 238 CPEs e devem também iluminar uma região pobre de Belo Horizonte, o Cafezal, com rádio na tecnologia Wi-Mesh.
A licitação estava prevista para esta semana, mas teve de passar por alguns ajustes finais — e foi adiada. Pedro agora espera publicar o edital até o fim do mês.
Dois bancos públicos vão financiar o projeto: o BNDES e a Caixa Econômica Federal.

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