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29 de maio de 2007 - edição 206 - ano 5
notícias
da semana
>> Mazoni já não aparece na Celepar: espera o OK para assumir o Serpro.
>> O Proderj publica o que aprendeu até agora com redes sem-fio: confira os pontos fortes e fracos de Wi-Fi, WiMax e pré-WiMAX.
>> O 13º Congresso de Informática e Inovação na Gestão Pública (o Conip) começa hoje.
>> Em busca de independência, o Exército Brasileiro roda Linux em 30 mil computadores... mas usa o Gmail (do Google) como serviço de e-mail via web.
>> Empresas de TI esperam o dia 31 de julho para começar a pagar o que devem à Finep
>> A Abinee ataca a idéia de tributação especial para produtos paraguaios
>> O Banco do Brasil ainda não sabe se vai cobrar pelo Licitações-e
>> José Luiz Ferragut assume a Companhia de Informática de Jundiaí
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Mazoni, ex-Celepar, aguarda o sinal verde para assumir o Serpro.

Marcos Mazoni, ex-presidente da empresa estadual de informática do Paraná, a Celepar, aguarda apenas o sinal verde do Ministério da Fazenda para assumir a presidência do Serpro, a empresa de processamento de dados do própriao Ministério da Fazenda.
A posse de Mazoni no cargo era esperada para hoje, 29, mas até o fim da noite de ontem nenhum funcionário do ministério ou do Serpro confirmou a informação oficialmente.
Extraoficialmente, o que se sabe é: dos seis diretores da estatal (incluindo o atual presidente, Wagner Quirici), apenas Sérgio Cangiano continuará no cargo.
Os outros cargos seriam preenchidos por Gilberto Paganotto e Nivaldo Cunha, dois ex-diretores da Celepar, e por Vera Morais e Gustavo Torres, do quadro do Serpro de Belo Horizonte.
Mas, nos bastidores, as disputas políticas continuam. Na semana passada, alguns dos atuais dirigentes do Serpro receberam ligações do presidente Lula; ele queria informar pessoalmente os motivos da troca. A decisão foi tomada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que tenta trocar o comando do Serpro desde que assumiu o ministério.
Gaúcho, Mazoni tem o apoio da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do ministro da Justiça, Tarso Genro. Antes de trabalhar no Paraná, ele dirigiu o serviço de informática do governo do Rio Grande do Sul. Ontem, 28, ele já não era mais encontrado na sede da Celepar.

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>> cidade digital - I
O Rio de Janeiro estuda projetos de banda larga sem-fio

Os técnicos da empresa de informática do Rio de Janeiro (o Proderj) estão aprendendo como funcionam as redes sem-fio de banda larga na prática. Eles pretendem conectar 92 cidades do estado, mas antes estudam as tecnologias, os preços, os custos operacionais e os benefícios.
Três técnicos do Proderj se especializaram no assunto. Um deles, Sérgio Mendes, adianta: quando acabar o projeto piloto com a Motorola, vai escrever um documento comparando as tecnologias Wi-Fi, WiMAX, WiMesh e pré-WiMAX. Por enquanto, ele tem uma visão parcial das tecnologias Wi-Fi, WiMAX e pré-WiMAX.

Wi-Fi WiMAX Pré-WiMAX

- Estável;
- Baixo custo dos equipamentos.

- Velocidade de até 36 Mbps reais em linha de visada (LOS);
- Velocidade de até 6 Mbps reais sem linha de visada (NLOS);
- Boa área de abrangência com visada, cobrindo até 70 quilômetros;
- Boa área de abrangência sem visada, cobrindo até 3 quilômetros.

- Velocidade de até 36 Mbps reais em linha de visada;
- Velocidade de até 6 Mbps reais sem linha de visada;
- Boa área de abrangência com visada, cobrindo até 70 quilômetros;
- Boa área de abrangência sem visada, cobrindo até 3 quilômetros.

- Pequena área de abrangência (100 metros);
- Velocidade de até 2 Mbps reais no padrão 802.11b;
- Velocidade de até 18 Mbps reais no padrão 802.11g/a.

- Poucos fornecedores;
- Falta homologação da Anatel.

- Custo do CPE (equipamentos instalados no cliente), de US$ 200.
  - Alto custo dos equipamentos. - Custo do CPE acima de US$ 900.
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>> cidade digital - II
Cresce projeto de cidades digitais

O Proderj inaugurou, na semana passada, o sistema de banda larga sem-fio de Conservatória. Instalou a tecnologia wireless mesh, com o apoio da Cisco. “A tecnologia mesh não exige visada direta”, diz Tereza Porto, presidente do Proderj; portanto, wireless mesh funciona bem em lugares montanhosos.
O próximo passo é instalar banda larga sem-fio no município de Rio Claro. A equipe de Tereza fez duas reuniões técnicas com a Motorola. Falta definir a tecnologia e estudar a propagação de rádio na região, para calcular o número de antenas.

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>> cidade digital - III
Parcerias servem para aprender

Os técnicos do Proderj acompanham o desempenho do Wi-Fi no município de Piraí desde 2004; o projeto foi replicado para Rio das Flores. Depois disso, instalaram o pré-WiMAX em Visconde de Mauá, com apoio da Alcatel; e o WiMAX em Mangaratiba, junto com a Intel. Teresa Porto explica: “Testamos o funcionamento do WiMAX sobre a água, pois alguns distritos de Mangaratiba ficam em ilhas.”
As cidades se ligam à rede IP/MPLS do Proderj, contratada em 2004 da Oi. Por enquanto, diz Tereza, a operadora não reclama das cidades digitais: são cidades pequenas, onde a banda larga não chegava, e onde o investimento não compensa. Nesses projetos, os equipamentos sem-fio são doados ou emprestados pelos fabricantes.
Com os estudos, o Proderj pretende publicar editais muito bem-feitos, e afastar empresas sem a devida competência técnica para pôr o projeto inteiro em prática — um problema comum no governo.

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>> conip - I

Cidadão confia na justiça eleitoral

O órgão do governo que comanda um serviço é mais importante do que a tecnologia usada no serviço. É a conclusão de um estudo feito pela professora Chrisanti Avgerou, da Faculdade de Economia e Ciências Econômicas de Londres.
Chrisanti queria saber se a tecnologia faz o cidadão confiar mais no governo, para isso analisou serviços de governo eletrônico em várias partes do mundo, entre eles o caso das urnas eletrônicas do Brasil. “No caso brasileiro”, diz Vagner Diniz, presidente do Instituto Conip, organização que acompanha o uso da tecnologia no governo brasileiro, ”a conclusão é interessante.”
De acordo com o estudo, não são as urnas eletrônicas e nem a tecnologia em si que determina a confiança dos brasileiros nas eleições, diz Vagner. “A confiança está na Justiça Eleitoral.” Os brasileiros acreditariam no processo mesmo se a eleição continuasse sendo feita com papéis.
É importante questionar o patrocinador do projeto antes de começar o processo de inovação tecnológica, recomenda Vagner. Se o patrocinador é confiável, como a Justiça Eleitoral, o cidadão apóia o projeto. Se não é, o projeto falha.

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>> conip - II
Falta uma política centralizada
de TI para o Brasil

O governo brasileiro oferece bons serviços eletrônicos, quando comparado a outros governos. Alguns exemplos, como o uso de urna eletrônica nas eleições, a arrecadação de impostos pela Internet e o atendimento ao cidadão no Poupa Tempo, são conhecidos mundialmente. No entanto, o governo brasileiro está atrasado na criação de uma política pública na área de tecnologia.
Governos da Coréia, do México e da Cingapura já têm uma política assim, diz Vagner Diniz, presidente do Instituto Conip . Na Coréia, por exemplo, é possível saber qual será a cobertura da banda larga nos próximos cinco ou dez anos, qual será o número de celulares no país ou quais serviços o cidadão pode esperar do governo no futuro. Com uma política assim, defende Vagner, empresas, entidades e o próprio governo sabem o que esperar do governo em relação ao uso da tecnologia. “É importante para balizar o mercado.”
A maior dificuldade para criar a política de TI no Brasil é a descentralização dos planos de tecnologia: cada estado, cidade ou órgão do governo toca projetos de TI à sua maneira.

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>> conip - III
Governo deve cogitar celular
para a inclusão digital...

O Instituto Conip recomenda ao governo aproveitar o celular nos projetos de inclusão digital e de acesso aos serviços públicos. “Os celulares estão sempre ligados e com o usuário”, diz Vagner Diniz, presidente do instituto. “Além disso, a tela é pequena: o serviço deve ser simples, e, conseqüentemente, mais fácil de desenvolver.”
No Brasil existem bons exemplos de serviços de governo no celular. No Paraná, o desempregado recebe no celular um aviso sobre a vaga de emprego com seu perfil, quando a vaga aparece na Secretaria do Trabalho.
Um dos problemas de usar o celular para os serviços de governo é a segurança — mas esse problema também existe nos computadores. Outro problema é quem paga a conta. “É impossível o governo assumir todo o custo das mensagens enviadas para celulares.” A sugestão de Vagner é criar uma parceria público-privada, para que governo e empresas compartilhem custos e recompensas.

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>> conip - IV
... mas m-Gov fica só nas grandes cidades.

Um dos empecilhos para o governo colocar os serviços no celular é o alto preço cobrado pelas operadoras de telefonia celular. Outro empecilho é a falta de preparo das instituições públicas para perceber os benefícios do m-Gov e para gerenciar os processos necessários.
As instituições públicas também não enxergam como prioridade de investimento ampliar a rede de conexão com o cidadão “A tal de última milha está fora da prioridade do governo”, diz Vagner. O governo entende que é preciso investir em rede, explica Vagner, mas, mesmo assim, não coloca os valores necessários no orçamento para investimentos. Isso significa que o m-Gov, por enquanto, ficará restrito às cidades onde já existe conexão.
A conclusão é da pesquisa realizada pelo Instituto Conip com 24 empresas, entre governo, universidades e entidades de pesquisa e fornecedores do setor privado.

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>> exército - I

Exército roda Linux em 30 mil computadores...

Mais da metade dos computadores do Exército Brasileiro usa software livre. O projeto para substituir sistemas proprietários começou em 2004 e hoje abrange 30 mil máquinas, entre computadores de mesa, notebooks e servidores.
O técnico do exército instala o software aberto gradativamente, conforme a licença de uso do sistema proprietário vence. Nesse ritmo, 70% do parque instalado roda com software livre. A próxima etapa do projeto é substituir o Lotus Notes por um novo sistema de gestão eletrônica de documento (GED), com protocolo eletrônico e workflow.
A parte do protocolo eletrônico está pronta, diz o coronel Carlos Pereira Gil, gerente de software e coordenador do projeto de software livre. Agora o desafio da equipe de Gil é buscar um padrão para armazenar os documentos eletrônicos e ter uma busca rápida. Usando *.doc, *.pdf ou padrões desse tipo, o exército ficará sempre dependente de um fornecedor; coisa que Gil não quer.

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>> exército - II

... e opta pelo Gmail, do Google.

O exército precisa de tecnologia para tomar decisões nas situações de conflito, como as vividas no Haiti; precisa transmitir as informações rapidamente e para qualquer lugar do território nacional. Para conseguir isso, o exército usa o Gmail, um serviço da empresa americana Google.
O uso do Gmail pode causar espanto no diretor de TI de um banco ou de uma empresa. Mas para o exército é a solução, diz o coronel e gerente de software do exército, Carlos Pereira Gil. O exército tem suas peculiaridades.
O exército precisa que uma informação chegue no dia seguinte na base da fronteira da Colômbia, “no fim do mundo”. A Internet está aí. O Gmail está aí; e algumas pessoas já usam o Gmail para mandar mensagens de trabalho. Então, por que não considerar o Gmail como ferramenta oficial de trabalho?
“Temos de encarar o fato com naturalidade”, justifica Gil. O e-mail pela Internet é uma solução é flexível e rápida para o exército, só é preciso adicionar “mecanismos de segurança de entrada e saída de informações”. No cartão de visitas de Gil, aparecem dois endereços de e-mail, ambos do Gmail.

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>> fundos setoriais

Empresas de TI esperam o último dia para pagar as dívidas de P&D

Em março, o governo esperava arrecadar bastante com as empresas que receberam incentivos fiscais da Lei de Informática, mas não investiram a contrapartida em pesquisa. Esperava arrecadar R$ 180 milhões em 2007 — de R$ 600 milhões, o valor da dívida total, que o governo parcelou em 48 vezes.
O que o governo não divulgou em março: os devedores têm até o dia 31 de julho para fazer o primeiro depósito. Logo, todos os empresários esperam o dia 31 de julho, com exceção de um único deles — ele já depositou um pouco menos de R$ 2 milhões, ou 1,1% do que o governo espera arrecadar com essa dívida em 2007.
Conforme examinam as planilhas do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), administrado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), os técnicos não sabem se o Ministério da Ciência e Tecnologia vai mesmo conseguir os R$ 180 milhões de 2007.
E o governo está bobeando na burocracia. Deveria publicar uma portaria, para legalizar a arrecadação das dívidas por meio do Banco do Brasil e do Tesouro Nacional, o que facilitaria as coisas para quem deve. Até agora, não publicou portaria nenhuma.
De tudo o que for arrecadado, 80% vão para o CT-Info, uma espécie de subconta do FNDCT, cujo propósito é financiar projetos da área de informática.

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>> paraguai

A Abinee ataca a idéia de tributação especial para produtos paraguaios

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, planeja atacar hoje uma idéia do governo: a de criar um regime de tributação especial para os produtos de informática fabricados no Paraguai. Humberto pretende realizar seu ataque numa audiência promovida pela comissão de ciência e tecnologia da Câmara dos Deputados.
Em linhas gerais, o governo pretende estender os benefícios da Lei de Informática para os produtos de informática paraguaios (hardware e software); mas a redução nos impostos aconteceria num regime de cotas. Em português claro, o governo brasileiro pretende, com descontos nos impostos, legalizar o contrabando paraguaio; pelo menos as coisas ficariam claras.
Humberto Barbato é contra. Ele discutiu o assunto em reuniões no Ministério do Desenvolvimento e na Receita Federal, ouviu os motivos do governo, mas continua contra.  “Não concordamos com a proposta, que é contrária às empresas que produzem e pagam impostos no Brasil.”
O deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP), presidente da comissão de ciência e tecnologia da Câmara, também se preocupa com as conseqüências da proposta do governo. Acha que, para que a indústria brasileira não saia no prejuízo, o governo deve agir com “cuidado”.

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>> pregão eletrônico

O Banco do Brasil estuda se cobra pelo Licitações-e

Ainda vai demorar para o Banco do Brasil cobrar pelo uso do Licitações-e. Pode ser que o portal continue gratuito.
O pessoal da diretoria de governo do Banco do Brasil está estudando o portal agora. Vai levantar quanto gastam de manutenção e de licenças, e quanto teriam de cobrar pelo serviço e qual seria o retorno financeiro para o banco. Também vai falar com a área jurídica para ver como funcionariam os trâmites legais. Esse estudo deve acabar no final deste semestre.
Depois de finalizado, o estudo deve passar pela avaliação da diretoria e depois pela aprovação do conselho. Pode ser que o conselho não aprove a cobrança do Licitações-e, ou que a própria diretoria de governo descubra que o negócio não vale a pena.
O portal Licitações-e está no ar desde 2001. É usado por 1.780 compradores, principalmente prefeituras; e tem 86.700 fornecedores cadastrados. Em 2006, somente o Banco do Brasil fez 814 pregões para grandes compras.

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>> mudança

Novo gerente de projetos em Jundiaí

José Luiz Ferragut saiu da coordenação de TI da Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo; vai assumir a nova gerência de projetos da Companhia de Informática de Jundiaí (Cijun). No cargo, comandará a equipe de suporte técnico para servidores e sistemas operacionais e a equipe de suporte técnico para usuários. José Luiz também é responsável por pensar e tocar projetos especiais da Cijun. No momento, ele coordena o primeiro deles: a instalação de computadores com acesso a Internet nos terminais de ônibus de Jundiaí. Assim, o cidadão acessa a caixa de e-mail enquanto aguarda o ônibus.
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