Marcos Mazoni, ex-presidente
da empresa estadual de informática
do Paraná, a Celepar, aguarda
apenas o sinal verde do Ministério
da Fazenda para assumir a presidência
do Serpro, a empresa de processamento
de dados do própriao Ministério
da Fazenda.
A posse de Mazoni no cargo era esperada para hoje, 29, mas até o fim da
noite de ontem nenhum funcionário do ministério ou do Serpro confirmou
a informação oficialmente.
Extraoficialmente, o que se sabe é: dos seis diretores da estatal (incluindo
o atual presidente, Wagner Quirici), apenas Sérgio Cangiano continuará no
cargo.
Os outros cargos seriam preenchidos por Gilberto Paganotto e Nivaldo Cunha, dois
ex-diretores da Celepar, e por Vera Morais e Gustavo Torres, do quadro do Serpro
de Belo Horizonte.
Mas, nos bastidores, as disputas políticas continuam. Na semana passada,
alguns dos atuais dirigentes do Serpro receberam ligações do presidente
Lula; ele queria informar pessoalmente os motivos da troca. A decisão
foi tomada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que tenta trocar o comando
do Serpro desde que assumiu o ministério.
Gaúcho, Mazoni tem o apoio
da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff,
e do ministro da Justiça, Tarso
Genro. Antes de trabalhar no Paraná,
ele dirigiu o serviço de informática
do governo do Rio Grande do Sul. Ontem,
28, ele já não era mais
encontrado na sede da Celepar. |