O presidente da
Associação Brasileira
da Indústria Elétrica
e Eletrônica (Abinee), Humberto
Barbato, planeja atacar hoje uma idéia
do governo: a de criar um regime de
tributação especial para
os produtos de informática fabricados
no Paraguai. Humberto pretende realizar
seu ataque numa audiência promovida
pela comissão de ciência
e tecnologia da Câmara dos Deputados.
Em linhas gerais, o governo pretende estender os benefícios da Lei de
Informática para os produtos de informática paraguaios (hardware
e software); mas a redução nos impostos aconteceria num regime
de cotas. Em português claro, o governo brasileiro pretende, com descontos
nos impostos, legalizar o contrabando paraguaio; pelo menos as coisas ficariam
claras.
Humberto Barbato é contra. Ele discutiu o assunto em reuniões
no Ministério do Desenvolvimento e na Receita Federal, ouviu os motivos
do governo, mas continua contra. “Não concordamos com a proposta,
que é contrária às empresas que produzem e pagam impostos
no Brasil.”
O deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP),
presidente da comissão de ciência
e tecnologia da Câmara, também
se preocupa com as conseqüências
da proposta do governo. Acha que, para
que a indústria brasileira não
saia no prejuízo, o governo deve
agir com “cuidado”.
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