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11 de março de 2009 - edição 281 - ano 6
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>> educação - I
O governo do Rio aluga 20 mil computadores e instala rede Wi-Fi em 2.537 escolas...

Sergio Mendes, CIO da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro, licitou o aluguel de 20 mil computadores com leitor para chip RFID em 15 de fevereiro; ele promete instalar computadores em cada uma das 2.537 escolas do estado. Um consórcio de empresas ganhou a licitação ao cobrar mensalidade de R$ 135,76 por computador. A partir de agosto, cada aluno receberá um cartão com chip RFID, por meio de um contrato já assinado com a Oi. O aluno vai usar o cartão para liberar a catraca do ônibus e do metrô (que já têm leitores de RFID), além de registrar presença em sala de aula (onde haverá um dos 20 mil computadores) e receber a merenda. Todos os dados ficarão registrados num novo sistema de gestão escolar.
Quando Tereza Porto assumiu a secretaria da educação, recebeu a meta de melhorar a qualidade do ensino e reduzir o número de alunos que deixam as escolas. Ela encomendou um relatório com o número de professores, a taxa de evasão escolar, mas o pessoal responsável pelo relatório não achava os números no banco de dados e, quando achava, cada banco de dados apresentava um número diferente. Tereza pensou em instalar um sistema para colher informações sobre os alunos. Em 23 de dezembro de 2008, Tereza convidou Sergio para cuidar do projeto. “O nosso cliente é o aluno”, diz Sergio. “Precisamos conhecê-lo melhor.”
Sergio assumiu o cargo em janeiro e colocou o contrato com a Oi em operação; a Oi fornecerá os cartões RFID, os leitores para os refeitórios, além da infraestrutura para a rede Wi-Fi. O leitor de RFID vai mandar os dados para o computador da escola, que mandará os dados para o CPD do Proderj via Internet. A Oi cobrou R$ 93 milhões pelo projeto. Na mesma época, Tereza licitou o sistema de gestão escolar; a Vex venceu o pregão e cobrou R$ 8 milhões.
Em fevereiro, 1,5 milhão de alunos voltaram às aulas e os técnicos da Oi começaram a cadastrá-los no sistema e a entregar os cartões. Eles também visitaram as escolas para marcar em quais locais instalariam os pontos de acesso da rede sem-fio. “Até o final de abril”, diz Sergio, “a rede de todas as escolas estará pronta.” Entre abril e julho, ele vai testar o sistema, resolver problemas e treinar os professores. Para ajudar os professores e os alunos a resolver problemas, Sergio contratou um serviço da Techne: por R$ 4 milhões por mês, a Techne vai deixar um técnico de suporte por escola.

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>> educação – II
... para reunir indicadores sobre os alunos e melhorar o ensino.
Sergio precisa terminar todo o projeto até agosto, quando os alunos começam as aulas do segundo semestre. Com o novo sistema, ficará mais fácil para Tereza e os diretores das escolas administrar as escolas: se o aluno faltar três vezes, o sistema enviará uma mensagem de texto para o pai, a mãe ou o responsável. Além disso, os responsáveis acompanharão as notas dos alunos pela Internet e o sistema calculará a verba da merenda para cada escola com base no número de refeições, e não mais no número de alunos. “O aluno pode receber merenda mais de uma vez”, diz Sergio, “porque o sistema calculará a verba correspondente ao número de refeições da escola.” Com os indicadores, Tereza pretende desenvolver projetos para melhorar a qualidade do ensino e reduzir o número de alunos que deixam as escolas no Rio de Janeiro.
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