Anuário IH 2001
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As vencedoras do Prêmio Cidadania
 


Pelo quarto ano consecutivo, o Anuário IH concede o Prêmio Cidadania aos melhores projetos de responsabilidade social desenvolvidos por empresas do setor. Os vencedores desta edição foram os projetos da IBM Brasil, o e-Voluntários; da Unisys Brasil, o Comitê Unisys Voluntariado; e da Gtech Brasil, o Asa. Ao todo, 13 empresas inscreveram 14 projetos em quatro das cinco áreas previstas: Ação Social, Cultura, Educação, Meio Ambiente e Saúde.

A categoria Ação Social, que engloba quaisquer projetos que não se enquadrem nas outras áreas, reúne o maior número de iniciativas. A Comissão Julgadora (*) analisou sete programas nessa área, dos quais dois, o da IBM e o da Unisys, foram escolhidos. A seguir vem a área de Educação, com quatro projetos; Cultura com dois, sendo premiado o da Gtech; e Meio Ambiente com um. Os critérios para a escolha dos vencedores foram o nível de relação com a comunidade; a originalidade da iniciativa; a demonstração de liderança e influência social; o apoio ao trabalho voluntário dos funcionários; o nível de envolvimento dos funcionários com a comunidade; e os benefícios comunitários alcançados. Também prevaleceu o requisito de não escolher projetos premiados em edições anteriores.

Os projetos exigem muita organização

De um modo geral, os projetos inscritos estão empenhados em atender a fatias mais amplas das comunidades nas quais estão envolvidos, e, ao mesmo tempo, buscar formas de replicar, para outras comunidades, os modelos que consideram bem-sucedidos. Não é trabalho fácil, porque exige estrutura organizada, métodos parametrizados de avaliação e de resultados, sistematização de processos e conceitos, mais até do que de dinheiro. Vários se aliaram a ONGs (organizações não governamentais).

O engajamento das empresas do setor em programas que visam combater a exclusão social reflete um movimento que se acelerou, nos últimos tempos, nas empresas privadas, no Brasil. Para ajudar nesse processo, o Centro de Estudos do Terceiro Setor (CETS), criado há quase dez anos pela FGV-EASESP, lançou, em setembro, o Mapa do Terceiro Setor, que pretende montar um cadastro nacional das ONGs brasileiras, disponível na Internet (www.mapadoterceirosetor. org.br), com informações sobre suas atividades e distribuição espacial. O CETS lançou o site com 284 ONGs cadastradas. A estimativa é que o Brasil tenha 250 mil ONGs em atividade, que empregam 1 milhão de pessoas. Com a iniciativa, a equipe da FGV espera traçar uma radiografia dessas entidades, que podem fazer o cadastro online, para que as empresas interessadas possam consultar.

A tecnologia embarcada no voluntariado

Na forma, os projetos vencedores do Prêmio Cidadania deste ano são bem diferentes entre si. Como o próprio nome diz, o e-Voluntários da IBM Brasil é um projeto voltado para o estímulo à prática do voluntariado entre os funcionários da empresa, usando a tecnologia como aliada. As pessoas de cada grupo interagem a partir do uso da ferramenta Learning Village (comunidade de aprendizagem), software da IBM que cria ambientes na Internet, como chats (mas não online), permitindo que troquem experiências à distância.

O primeiro ano do projeto(www.e-voluntarios.com.br), criado em abril de 2001, teve caráter experimental. E ganhou força ao longo de 2002. Até este ano, em que se desenvolve a terceira fase do projeto, quase 2 mil pessoas se envolveram nesses grupos. "O futuro desse projeto é promissor, porque os funcionários estão abraçando a causa. Com ele, estamos descobrindo talentos, traços de liderança", entusiasma-se Patrícia Menezes, executiva de programas de responsabilidade social da IBM, que está à frente do projeto desde o início.

Os exemplos geram outras ações

O Comitê Voluntariado foi criado por iniciativa de um grupo de funcionários da Unisys, em moldes tradicionais, para auxiliar creches comunitárias, asilos, orfanatos, hospitais, centros de recuperação e amparo a doenças, entre outras instituições sociais. Ao completar nove anos, se destaca pela resistência e pela organização das ações. A idéia do comitê nasceu em agosto de 94, no Rio de Janeiro, onde está a matriz da empresa, e exibe a marca de 2 mil pessoas assistidas, por ano. E, nesse período, serviu de inspiração para outros três comitês, criados nas filiais de São Paulo, Brasília e Curitiba, que seguem os mesmos princípios, mas com atuação independente. "A independência é fundamental para a sobrevivência dos comitês, porque as oportunidades e os recursos são diferentes", acredita Claudia Sampaio, coordenadora e fundadora do comitê do Rio de Janeiro.

A opção da GTech foi usar a arte como caminho de reflexão e exercício da cidadania para crianças e jovens matriculados em escolas públicas de São Paulo. "Nossa meta é sistematizar a oficina em todos os aspectos – estruturais, operacionais e comerciais –, para servir de base para instalação de projetos em outras localidades", explica Leonardo Brant, coordenador geral do Projeto Asa, vinculado ao Instituto GTech Cidadania e Cultura. "Nossa vocação nunca foi a do atendimento direto à comunidade. Queremos ser um facilitador, desenvolvendo tecnologia para que as comunidades possam trabalhar de maneira independente". É possível que, a partir de 2004, o Instituto mantenha uma unidade-piloto que funcione, ao mesmo tempo, como palco de experiências e laboratório para construir modelos com condições de serem reproduzidos por outras unidades.

* Composição da Comissão Julgadora

Vanda Scartezini – Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia de São Paulo

Célia Valente – Centro de Estudos e Assistência à Família (CEAF)

Jussara Maturo – Plano Editorial


Projetos participantes
 

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