| Com
um bom parceiro de terceirização,
a área de TI consegue entregar quase tudo
o que os acionistas desejam. O que os profissionais
de TI da empresa não sabem ou não
possuem, os profissionais do terceiro sabem ou
possuem. Mas a conta da terceirização é razoável,
seja na forma de dinheiro, seja na forma de tempo
(pois a gestão de um serviço terceirizado é mais
complicada).
A mesa-redonda foi coordenada por Wilson Moherdaui,
diretor editorial do Informática Hoje, e
por Márcio Simões, diretor de redação.
Participaram: André Campos, gerente de TI
da FMC Produtos Agriculturais; Flavio Martins Limãos,
gerente de TI para a América Latina da Goodyear
do Brasil Produtos de Borracha; Hélio A.
Silva, gerente de sistemas e serviços de
informação da GM do Brasil; Luís
Fernando F. B. Morelli, gerente de governança
e gestão de TI da CPFL Energia; Mauricélio
Lauand, diretor de TI da TAM; Pedro Balista, gerente
de TI da Medley Indústria Farmacêutica;
Roberto Galdieri, gerente de TI do McDonald’s;
Rodolfo Dantas, gerente de suporte a aplicações
da Shell Brasil; e Ronny Santin, gerente de TI
da Kenpack Soluções em Embalagens.
IH — Como vocês encaram a terceirização
de serviços da TI ou de processos inteiros
de negócio?
Balista — Sou
cético em relação à terceirização,
não gosto de terceirização,
acho que terceirização prova a
incompetência do gestor. Trabalhei 11 anos
numa metalúrgica, depois fui para a Medley
em 2000. Desde então, a Medley cresceu
bastante: a gente contratou umas mil pessoas,
quadruplicou o faturamento. E discutimos mais
a TI. Eu tento terceirizar desde 2000, tenho
algumas coisas terceirizadas inclusive, mas não
gosto do modelo. Se eu mesmo contrato e gerencio
um profissional, eu tenho um custo. Se uma outra
empresa contrata e gerencia esse mesmo profissional
para mim, ela vai somar sua margem ao custo do
profissional. E eu pago essa conta a mais. Se
o custo for o mesmo, é porque o profissional
não recebe aquilo que teoricamente receberia
se trabalhasse para a Medley. Aí me dizem:
mas existe uma empresa por trás desse
profissional. Nos últimos anos, nunca
vi uma empresa de terceirização
por trás de ninguém.
IH — Você é contra terceirizações
por princípio?
Balista — Se
um problema nos dá dor
de cabeça, a gente encapsula esse problema
num contrato e entrega para alguém, com
SLA e tudo. Esse modelo não faz sentido.
Primeiro temos de mudar a cultura da empresa
em relação ao problema.
Nós temos terceirização
de impressão na Medley. Fiquei pensando
por quê. As máquinas que usávamos
no passado eram absurdamente ruins; eram projetadas
para 36 meses, mas começavam a quebrar
18 meses depois.
Rodolfo — Você fez um comentário
relevante: é um erro achar que a terceirização
resolve um problema. Falo isso por experiência
própria. Acho que o mercado de terceirização
já está maduro, mas entendo que
terceirização não é só body
shop [o simples aluguel de mão-de-obra].
Hoje tenho vários serviços de terceirização,
com resultados bem positivos.
Balista — Já falei para o meu coordenador:
vamos terceirizar o que a gente faz bem. Depois
falei: vamos terceirizar o que a gente não
faz bem. Nos dois casos, o serviço piorou.
No caso do serviço de impressão,
a qualidade melhorou, mas porque as máquinas
são muito boas. Então, nesse caso,
a qualidade não tem a ver com a terceirização,
mas com a tecnologia.
Mauricélio — Como contraponto, minha
experiência é diferente. Até 2004,
a TAM fazia tudo em casa. A gente só usava
os pacotes de software inevitáveis numa
empresa aérea. No segundo semestre de
2004, planejamos uma estratégia de terceirização
para a organização inteira. Esse é o
primeiro ponto: a estratégia de terceirização
da TI não pode ser isolada — ela
deve fazer parte da estratégia da empresa.
Essa não é, na verdade, uma decisão
da área de TI.
Fizemos duas ondas de terceirização;
estamos começando a terceira onda agora.
Na primeira onda, terceirizamos todo o datacenter,
para conseguir crescer de forma imediata. Depois
que terceirizamos o datacenter, a TAM dobrou
de tamanho, e a infra-estrutura de TI nunca parou.
Se não tivéssemos terceirizado
o datacenter, seria impossível crescer
e manter a qualidade. E ganhamos no custo, porque
passamos a dividir no datacenter terceirizado
coisas que não dividíamos quando
o datacenter era só nosso. Nosso datacenter
era referência da HP, da EMC, da Oracle.
Mas, quando começamos a interagir com
empresas de datacenter, vimos que tínhamos
uma série de vulnerabilidades. Elogio
de fornecedor é como o canto da sereia:
ele sempre diz que você comprou e instalou
coisas boas demais. Mas o nível de serviço
que temos hoje, com o datacenter terceirizado, é muito
maior do que o que tínhamos antes.
Na segunda onda, terceirizamos telecomunicações.
Mas isso é básico, é quase
inevitável.
Já começamos a terceira onda, que é terceirizar
todo o desenvolvimento de sistemas. No fim, vão
ficar dentro da TAM só analistas de negócios
e o pessoal de arquitetura de sistemas.
Quais são os ganhos? Garantimos o conhecimento,
até pela negociação que
fizemos com o fornecedor. Se a demanda por técnicos
de determinado nicho aumenta, não corremos
o risco de perder funcionários para um
concorrente.
Mas qual é a missão da área
de TI? É fazer certo da primeira vez,
para trabalhar com ciclos de entrega cada vez
menores. Quando os funcionários da TI
são próprios, nossa tendência é ser
mais lenientes.
Outra coisa: nas nossas terceirizações,
o custo não foi o foco.
Hélio — Tenho trabalhado nos últimos
dez anos com terceirização. Em
algum momento, toda empresa precisa terceirizar,
não importa se o modelo é bom ou
não. Nesse momento, precisamos colocar
o modelo para trabalhar a nosso favor. Se a gente
se rende a um modelo, não necessariamente
ele funciona do jeito que deveria. Então,
o modelo de terceirização usado
pela GM talvez não funcione numa empresa
semelhante, do mesmo porte, porque a cultura
de cada empresa é diferente.
Flavio — Acho que já está claro:
terceirização para reduzir custos
não funciona. Ela precisa ser parte da
estratégia. Na Goodyear, uso a terceirização
para ter o mesmo serviço em todos países;
eu não conseguiria isso só com
os funcionários da Goodyear. Isso é diferente
de reduzir o head count [o número de funcionários
diretos].
Roberto — De acordo com a estratégia
da empresa — de curto, médio e longo
prazo —, definimos o modelo de terceirização
mais adequado. Pode ser body shop, que é contratar
um conhecimento específico para uma posição
específica de trabalho. Pode ser terceirizar
um processo inteiro. O importante é trazer
os resultados para a empresa.
No McDonalds, o body shop funcionou durante muito
tempo; mas a empresa cresceu, ficou mais dinâmica,
e o body shop não serve mais. Quanto pior
o desempenho do terceiro, mais ele ganha dinheiro.
Estamos agora num processo de transição.
Pretendo pagar por resultados; o terceiro precisa
alcançar objetivos de negócio,
e não simplesmente de TI.
Enfim, eu vejo a terceirização
como uma opção. Se a gente trabalha
com tudo dentro de casa, mas não consegue
atingir as metas da empresa, então a gente
falha como um todo.
IH — Vocês têm métricas
a respeito disso tudo?
Mauricélio — Temos métricas.
Não são as ideais, porque ainda
estamos aprendendo. Tenho procurado visitar empresas
mais maduras, com experiência internacional.
A grande discussão sobre custos, contudo,
precisa ser feita em conjunto com a área
usuária. Isso é legal de falar,
mas, quando vamos fazer, enfrentamos várias
dificuldades, em razão da própria
cultura da empresa. Por exemplo: às vezes,
temos um ótimo custo na área de
TI, mas, lá na frente, não teremos
a capacidade de entregar alguma coisa. Isso pode
trazer conseqüências terríveis
para a empresa.
Luís Fernando — Para mim, terceirização é um
assunto muito complexo, pelo número de
variáveis. Em 1999, depois da privatização
da CPFL, escolhemos o modelo de terceirização.
Desde então trabalhamos com terceirização
completa, full outsourcing.
Existem vários tipos de fornecedores de
serviços de terceirização:
empresas pequenas, empresas globais, empresas
que só trabalham em Campinas [interior
de São Paulo]. O funcionário de
um fornecedor pequeno aceitaria um emprego na
CPFL até por um salário menor;
o funcionário de um fornecedor global
jamais aceitaria um emprego na CPFL, talvez nem
mesmo para ganhar mais.
Percebemos o seguinte: quando não soubemos
definir em contrato muito bem o que queríamos,
o serviço piorou. Quando soubemos, o serviço
melhorou.
Agora, nossa dificuldade é flexibilizar
os contratos, de forma que os parceiros atendam
o crescimento da CPFL. Hoje, somos 23 empresas,
e a CPFL está comprando mais.
Se a gente se amarra em contrato por 60 meses,
para ter um prazo bom para depreciar o hardware,
quando a gente precisa de alguma coisa adicional,
o fornecedor pode pedir o preço que quiser,
se não temos a liberdade de contratar
outro fornecedor.
Hoje, estamos também aumentando o número
de fornecedores de terceirização.
Teremos pelo menos três empresas.
Isso aumenta a responsabilidade da área
de TI. Teremos de gerir melhor cada um dos contratos,
senão vira um empurra-empurra: a rede
está superlenta, mas um fornecedor diz
que os servidores estão perfeitos, outro
fornecedor diz que a rede está perfeita,
outro fornecedor diz que o banco de dados está perfeito.
A gestão dos fornecedores é fundamental.
André — Quando existem vários
fornecedores, existe sempre uma zona cinza para
gerar conflito entre eles, e gerenciar isso é complicado.
A FMC é uma indústria de defensivos
agrícolas e, desde 2001, crescemos cinco
vezes. Nosso datacenter já foi terceirizado;
agora, trabalhamos para terceirizar o help desk
[o serviço de assistência técnica
ao usuário]. Como trabalhamos com agricultores,
precisamos instalar hardware e software em lugares
de todo o Brasil, lugares em que nem existe conexão
de dados direito.
Ronny — Já aprovamos a terceirização
do datacenter, e um parceiro vai trocar nossos
equipamentos, até para diminuir o custo.
Essa terceirização vai durar 60
meses, com redução de custos; e
não correremos o risco de contratar funcionários.
Flavio — Até que ponto estamos terceirizando? É fácil
terceirizar o datacenter, porque é um
serviço nosso, dos bastidores. Mas na
verdade nós, da área de TI, não
estamos acostumados a fechar contratos. Quando
não estamos maduros na prestação
de um serviço, é difícil
fazer a terceirização, porque vamos
negociar com um terceiro um serviço que
nem está devidamente negociado dentro
da empresa. Vamos negociar com o parceiro com
bases muito flexíveis, porque as empresas
são flexíveis. A empresa se acostumou
a dizer que a área de TI custa X, e se
acostumou com a idéia de que pode colocar
o que bem entender dentro desse X. Isso é terminar
com o contrato de prestação de
serviços, pois nenhum provedor aceita
modificações unilaterais no escopo
do contrato.
Mas, se a empresa tem a cultura da prestação
de serviços, fica mais fácil. Se
a TI tem o costume de trabalhar segundo contratos,
fica mais fácil.
Mauricélio — Depende do grau de
governança da empresa. Se a empresa não
lança um produto novo numa onda, a empresa
perde a onda e tchau. Então, a gente chega
no comitê e diz: vai dobrar o orçamento.
O comitê vai discutir: qual é a
receita, qual é a margem — compensa?
Se compensar, com a terceirização
a TI não tem como falar não. Ela
e o parceiro vão entregar o produto novo
num prazo razoável.
Balista — Mas eu fico pensando o seguinte:
quando eu compro uma máquina, ela é minha,
vou pagar a depreciação, ela dissipa
X de calor, consome X de energia elétrica — é matemática. É só fazer
as contas. Se você terceiriza muito, vai
ter de abrir um departamento para cuidar de contratos. É um
custo a mais.
Então, se a gente faz a terceirização
para se livrar de tecnologia velha, tudo bem.
Mas se a gente tem a oportunidade de ter tecnologia
nova, não tem conta que fecha. É meio óbvio.
Tentei terceirizar o datacenter. Mesmo levando
em conta todos os custos, até mesmo quanto
eu pagaria de aluguel pelo meu próprio
datacenter, a conta não fecha. Nenhum
fornecedor chegou perto do meu próprio
custo.
Agora, já fiz muitas terceirizações
com começo, meio e fim. Em geral, ganhamos
com isso: trazemos gente experiente, e trazemos
para dentro da Medley o conhecimento dessa gente.
Depois que o sujeito do terceirizado vai embora,
continuamos a operação com um custo
adequado.
Hoje, nosso pessoal de TI fala muito pouco sobre
bit e byte. Meus coordenadores de TI se sentam
com os diretores para conversar sobre o lançamento
de remédios. Sabemos exatamente quais
serão os movimentos de marketing em 2008
e 2009.
Eu tenho uma demanda X de profissionais, que
não consigo contratar. Minha equipe, pelo
menos 40% dela, foi desenvolvida dentro de casa.
Mauricélio — Quando você fala
que a conta não fecha, acho que cada empresa
tem uma conta. Mesmo partindo do zero, você precisa
considerar o ganho de escala.
O pior exemplo possível é o do
aplicativo. Se você vai terceirizar a manutenção
dos aplicativos legados, essa conta tende a não
parar de pé de jeito nenhum.
Mas essa conta também depende do tamanho
da empresa. Se eu tenho um ambiente de testes,
tenho de investir em hardware e software do ambiente
de testes, e não divido esse investimento
com ninguém. No caso da TAM, a terceirização
dá ganhos, mesmo fazendo investimentos
do zero. Porque o provedor nos dá ganho
de escala, ele divide o ambiente de testes com
um monte de clientes.
Hélio — A gente está focando
muito em commodity, em datacenter. Vamos falar
de conhecimento?
Mauricélio — Esse é o mais
caro.
Hélio — Se eu preciso montar uma
estratégia vitoriosa na Internet, vou
precisar de pessoas especializadas em arquitetura
de portais, ergonomia. Esse é um conhecimento
específico, que não faz parte da
minha empresa.
Balista — Neste caso, eu concordo plenamente:
terceirização com começo,
meio e fim. Mas tudo que tem começo, meio
e fim não é terceirização — é um
projeto.
IH — Como funciona a gestão dos
contratos de terceirização?
Hélio — Em 2006, assinamos seis
acordos globais, divididos em 44 contratos de
abrangência mundial. Um dos contratos têm
1.200 cláusulas, com métricas e
tudo o mais. Esses contratos são gerenciados
por um mediador, que não é do jurídico.
O jurídico deu o apoio antes de assinar
o contrato, o departamento de compras também,
mas o mediador é um técnico do
contrato, ele tem a obrigação de
conhecer bem a estrutura do contrato, e de propor
a evolução do contrato, porque
em 60 meses vamos sentar e discutir tudo o que
aconteceu.
A gestão desses contratos é feita
com o apoio de um aplicativo, o e-contract. Aliás,
o contrato já é escrito de forma
a facilitar a automação da gestão.
Mauricélio — Acho que, quando fazemos
terceirização, precisamos focar
na governança. E a gente encara o contrato
como dinâmico; não vamos ficar cinco
anos esperando para renegociar o contrato — mas
também não vamos renegociá-lo
e espremer o fornecedor todo mês. É muito
importante incluir essa dinâmica no contrato.
Roberto — Quando eu falei que, quanto pior
o desempenho, mais o fornecedor ganha, usei esse
fato real para sustentar a crença que
tenho nesse modelo. O body shop sempre foi assim?
Não. No passado, ele funcionava, trouxe
resultados. A gente punha as coisas na balança,
e a balança ficava equilibrada. No nosso
caso, precisamos rever um modelo que já funcionou.
IH — Quais são as conseqüências
da governança na terceirização?
Luís Fernando — Posso dar um exemplo
da CPFL. Contratamos uma consultoria quando fomos
renovar um contrato. Ela saiu entrevistando todo
mundo para saber se as características
do serviço estavam boas, e todo mundo
disse que sim, que estavam perfeitas. Então,
a consultoria assumiu que o contrato anterior
era nota dez, e que podia copiá-lo. Só que
o prestador de serviços nos dava mais
do que estava no contrato. Quando contratamos
outra empresa, ela passou a cumprir o que estava
no contrato, e a qualidade do serviço
caiu.
Hélio — Nós adotamos as boas
práticas já conhecidas: CMMI no
desenvolvimento de projetos e ITIL na gestão
dos serviços. Todos os fornecedores têm
que seguir as mesmas metodologias, e eles precisam
ser pelo menos um nível melhores do que
a própria GM. Somos certificados em CMMI
5, então os desenvolvedores devem ser
certificados em CMMI 5 também. [Não
existe CMMI 6.]
IH — Então, esses padrões
internacionais facilitaram as terceirizações
mais complexas?
Hélio — Sim. Terceirizamos um processo
estabilizado. Se a gente terceiriza um processo
que não conhece, transferimos o problema,
e nunca conseguimos reconhecer a solução.
IH — Vocês terceirizam processos
inteiros, com a estrutura de TI incluída?
Mauricélio — Empresas aéreas
têm tradição nisso, usam
uma série de serviços compartilhados.
Quando a reserva é feita no exterior, é feita
pela GDS, um grande provedor de reservas. É assim
desde a década de 80.
Estamos conversando na TAM sobre uma estratégia
de BPO, mas não a curto prazo. Fizemos
uma tentativa de BPO na área de RH, na
folha de pagamentos, mas descobrimos que nem
o nosso processo estava maduro, nem os provedores
na ocasião (há dois anos) estavam
maduros para tratar a complexidade da folha de
pagamentos da TAM. Desistimos da iniciativa,
mas acompanhamos com interesse a evolução
dos fornecedores de BPO.
Hélio — Na GM, a iniciativa de BPO é da área
de negócios, mas o responsável
pela gestão do projeto é a área
de sistemas. A TI tem experiência com projetos,
tem órgãos internacionais como
PMI. A TI precisa avaliar o sistema que está rodando
no provedor de BPO, para ver se está dentro
de padrões de qualidade. O provedor não
pode te vender um processo ótimo, que
roda num servidor fora da garantia.
Roberto — A área de negócios
precisa ir junto, porque, se o BPO não
dá certo, precisa voltar para dentro de
casa. Se a área de negócios não
vai junto, ela não ajuda a defender essa
volta. Nós tínhamos a folha de
pagamentos terceirizada para uma empresa; precisamos
tirar dela e passar para uma outra. Voltar sempre é traumático,
por mais conversa que tenha.
Agora fizemos dois contratos separados. Um deles
tem como objeto o BPO em si. O outro é um
contrato técnico, que me dá o direito
de examinar as instalações do provedor.
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