| O
aluno aprendeu? Escolas precisam provar que seus
alunos aprendem, caso queiram se cadastrar em
organismos internacionais, caso queiram o dinheiro
de órgãos do governo. Para que
os alunos aprendam, a escola deve selecionar
alunos capazes, misturá-los em classes
segundo interesses comuns, escolher a melhor
combinação de professores titulados
em tempo integral e de professores horistas.
Um sistema de BI ajuda a tomar as decisões,
mas, para ser útil à escola, o
BI precisa analisar dados difíceis de
obter e o operador do BI precisa ser bom.
Essas questões foram discutidas na mesa-redonda
coordenada por Wilson Moherdaui, diretor editorial
do Informática Hoje, e por Tatiana Sendin,
editora assistente. Participaram: Christian Menescal,
gerente de TI e de infra-estrutura do IBMEC. Davi
Betts, diretor de informática da Universidade
Metodista de São Paulo. Gil da Costa Marques,
coordenador de TI da Universidade de São
Paulo. Henrique Quintino, gestor de TI da Universidade
de Mogi das Cruzes. Luciano Silva, diretor de informática
da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Marcelo
De Vasconcelos Serelli, gerente de TI da Faculdade
Pitágoras. E Marcos Paulo Sanches, gerente
de informática da Faculdade Eniac.
IH — Usar BI numa universidade é o
mesmo que usar BI em qualquer empresa?
Gil — Não. E mesmo o problema das
universidades públicas é diferente
do das privadas. A diferença começa
pelo custo por aluno: a USP é cara, a
Unesp é cara. Como a gente não
tem sistema de cobrança, a nossa medida
de eficiência é atender as expectativas
da sociedade. Nossos sistemas corporativos são
desenvolvidos para que os alunos saiam de lá satisfeitos.
Quando a gente pensa em business intelligence
(BI) e em TI, o nosso problema é justificar
o investimento. Na escola privada, o aluno quer
saber qual o retorno do que está pagando;
na escola pública, medimos a eficiência
por outros parâmetros. Procuramos nos distinguir
na produção de conhecimento e na
difusão do que produzimos. Somos avaliados
por isso e é nisso que precisamos melhorar.
Porque, na USP, quem paga a universidade é a
sociedade, não o aluno.
Temos de nos preocupar com três eixos.
Tem o eixo comum a todos nós: produzir
recursos humanos altamente qualificados; é isso
que nos une e nos transforma numa instituição
de ensino. O outro eixo é a questão
da produção do conhecimento; nesse
ponto, a infra-estrutura, a computação
de alto desempenho, é fundamental. O outro
eixo é o da prestação de
serviços à sociedade; no nosso
caso seria a difusão do conhecimento.
E, finalmente, vem o ensino a distância.
As universidades públicas estão
atrasadas nisso — o que eu acho uma pena —,
mas agora estamos sendo empurrados pelo Governo
do Estado de São Paulo. Existe um plano
da Secretaria de Ensino Superior para formar
um grande número de alunos para o próximo
ano, no qual o estado vai desembolsar cerca de
R$ 150 milhões num período de cinco
anos. Enfim, as nossas preocupações
nos obrigam a pensar numa série de aspectos
envolvendo a tecnologia da informação
e o business intelligence é apenas um
desses aspectos.
Christian — Nosso mundo é diferente:
temos 3.600 alunos, mas o rigor acadêmico é grande.
Queremos formar líderes, queremos formar
pessoas éticas.
Até 2002, tínhamos o melhor da
gestão acadêmica: tínhamos
Excel. Desde então, escolhemos indicadores,
pesquisamos as informações que
tínhamos em nossas bases de dados, começamos
a colecionar as informações para
trabalhar depois de alguma forma — transformá-las
para apoiar as decisões sobre o nosso
negócio. Buscamos a excelência no
ensino e na pesquisa, então precisamos
medir o que o aluno aprende em sala de aula;
precisamos ter certeza do que ele aprendeu.
Estamos nos credenciando na AACSB, um órgão
americano de credenciamento de escolas de negócio,
e eles medem uma coisa chamada assurance of learning,
ou seja: um jeito de garantir que o aluno aprendeu.
Mas como medir isso? Começamos a fazer
análises multivariadas. Por exemplo: para
formar o melhor aluno, precisamos captar o melhor
aluno. Em novembro, no vestibular, devemos superar
a casa de 18 candidatos por vaga em administração,
e de 11 candidatos por vaga em economia. Para
uma escola como o IBMEC São Paulo, os
números são expressivos. Temos
até programa de bolsa para captar o aluno
de baixa renda, mas com bom potencial intelectual. É uma
bolsa restituível. Se vamos dar uma bolsa
para ele, temos de fazer um bom trabalho com
ele ao formá-lo, para que ele possa restituir
a bolsa depois.
Usamos a tecnologia para dar suporte a tudo isso.
No passado, tentamos várias vezes usar
ferramentas, mas precisávamos na verdade
arrumar as nossas bases de dados. Neste momento,
entendemos exatamente que dados queremos transformar
para depois captar e reter alunos. Como é uma
iniciativa da instituição, e não
só da TI, estamos criando uma nova área
para cuidar da iniciativa. A controladoria será unida
a uma área de inteligência de marketing,
e nascerá a área de inteligência
de negócio.
Recentemente, adotamos uma solução
de ERP, que dará suporte a essa nova área.
IH — Houve apoio irrestrito da alta gestão?
Christian — O IBMEC São Paulo é mantido
pelo Instituto Veritas, um instituto sem fins
lucrativos. O presidente é o Cláudio
Haddad, ex-banqueiro, ex-presidente do Banco
Central. Para ele, inteligência de negócio é fundamental.
Temos um grau de manobra pequeno com 3.600 alunos.
O curso de graduação custa R$ 2.200
por mês, um MBA custa na casa dos R$ 40
mil, um mestrado custa na casa dos R$ 50 mil.
Então, precisamos levar a sério
a captação dos alunos: ele precisa
suportar o rigor acadêmico do curso e — por
que não dizer? — o rigor financeiro
também.
Davi — Quando olhamos um BI, não
olhamos só o negócio, a captação
dos alunos, a gestão dos custos. Olhamos
também o resultado: precisamos de alinhamento
estratégico, tático, operacional.
Há sete anos implementamos um ERP e um
sistema de gestão acadêmica. Já pensamos
numa estrutura de dados que nos permitisse depois
implementar ferramentas de gestão de aprendizagem,
o que estamos fazendo agora. Com a gestão
acadêmica, o foco está mais nos
quadros acadêmicos, no percurso formal.
Com a gestão de aprendizagem, o foco está mais
no aluno, no processo pelo qual ele constrói
o conhecimento.
Usamos um ERP de mercado, mas o sistema acadêmico é nosso,
desenvolvemos internamente. O sistema de gestão
de aprendizagem é de mercado, mas poucos
chegam perto de um BI.
Quando montamos o projeto, há oito anos,
queríamos um sistema integrado do qual
extrair informações. Por exemplo:
como o aluno sai da aula tendo construído
o conhecimento necessário? Tem a ver com
docente titulado, com docente em tempo integral,
tempo parcial, horista? Quantos docentes em tempo
integral devem existir num curso? Para mim, BI
não é software, nem é hardware: é gente
inteligente, perspicaz, intuitiva, inovadora,
competente, sabendo formular perguntas por meio
de uma ferramenta.
Um exemplo disso tudo: já temos condição
de manter a taxa de ocupação da
nossa infra-estrutura (salas de aula, laboratórios)
em 97% ou mais no horário de aula — graças
a um sistema integrado e a uma ferramenta de
otimização.
A inteligência está nas pessoas;
os sistemas são ferramentas nas mãos
dessas pessoas. Aí chegamos à gestão
das mudanças.
Uma das dificuldades da instituição
de ensino é mudar. Trabalhamos sempre
com inovação, mas somos em essência
conservadores, precisamos ser. Nem falamos de
aluno como cliente; numa instituição
confessional [religiosa], isso é pecado
mortal. Não podemos trabalhar com modismos:
temos que provar nossas teses, para separar o
que é modismo do que é fato, é verdade, é conhecimento.
IH — Numa instituição privada,
aluno é cliente?
Marcelo — O Pitágoras é uma
instituição privada, então
a gente trata os alunos como clientes. Praticamos
a análise de dados faz tempo, mas começamos
a usar o BI há dois anos. Temos 590 escolas
no Brasil, com 180 mil alunos, e temos o PAEF,
o programa de avaliação dessas
escolas. Medir a proficiência desses alunos
exige muito trabalho estatístico, com
programas especializados que fogem até do
BI. Temos também o Instituto Latino-Americano
de Pesquisas, em Brasília, e por fim o
Instituto Pitágoras, que é um instituto
criado para investigar a fundo e buscar correlações
com o ensino superior e com uma base estatística
muito grande também.
Um BI precisa ficar nas mãos dos gestores;
eles precisam de autonomia para transformar aquelas
informações em ações,
e reverter ou aprofundar uma tendência.
IH — Vocês precisaram fazer imposições?
Marcelo — Como em todo projeto de tecnologia,
ter um bom patrocinador é fundamental.
Na Faculdade Pitágoras, é o superintendente,
o executivo mais alto.
Com o BI, a gente vai dos números macro
para o específico muito rapidamente; a
gente chega no cerne do problema muito rapidamente.
IH — Em que áreas
o BI apresenta resultados mais evidentes?
Marcelo — Redução de evasão,
por exemplo. Mas usamos o BI também para
controlar o orçamento.
IH — Quais
foram os resultados do BI no Eniac?
Marcos — O Eniac também é uma
instituição privada, existe há 22
anos. Mas a faculdade existe há cinco
anos; começamos em 2002. Com a faculdade,
instalamos um ERP — e trabalhamos com BI
há dois anos.
Tínhamos muitos problemas com informações
no Eniac, e o BI trouxe as informações.
Hoje temos 4 mil alunos. A evasão era
de 12%; hoje é de 7,5%. Antes, captávamos
3% dos alunos fazendo vestibular; hoje, captamos
75%. [Na região em que o Eniac atua.]
O BI nos ajudou a entender onde buscar o aluno,
como trazer o aluno, e como melhorar a qualidade
do ensino.
O aluno busca aliar qualidade a baixo custo.
Queremos trazer esse aluno e mantê-lo na
instituição.
A instalação da base de dados foi
difícil. Ela não ocorreu como deveria,
e tivemos que fazer várias mudanças — mudamos
o sistema de coleta de dados.
Queremos ter todas as ferramentas para captar
alunos de 3 anos de idade e mantê-los na
instituição até a pós-graduação.
Luciano — Nas universidades, o tripé fundamental é ensino,
pesquisa e graduação. Trabalhamos
com indicadores muito apertados, vinculados ao
INEP e à Capes. Temos cerca de 33 mil
alunos, principalmente no campus de São
Paulo.
Começamos as experiências com BI
na Faculdade de Computação e Informática,
com 2.700 alunos, pela qual sou o responsável.
Tínhamos a preocupação de
fazer do BI um experimento bem controlado, não
dava para fazer BI direto com a universidade
inteira, o que envolveria muita gente e uma mudança
cultural muito grande.
Para um professor que não é da área, é difícil
entender bancos de dados, cubos, medidas estatísticas.
Na Faculdade de Computação e Informática,
usamos o BI para acompanhar os alunos em fase
de graduação. Nosso foco é granular
por aluno, queremos levar o aluno a um nível
maior do que o exigido pelo INEP. E temos de
atender os critérios da Capes, então
temos de controlar as publicações,
a participação de professores em
congressos.
Mas nem tudo a ferramenta de BI nos oferece.
Nos cobram, por exemplo, relatórios sobre
atividades de extensão universitária,
mas temos dificuldade para buscar números
sobre esse tipo de coisa, infelizmente.
Em universidades confessionais, temos a linha
da mantenedora e a linha da universidade; às
vezes, os sistemas não se conversam. Temos
soluções muito eficientes para
as mantenedoras, mas pouco eficientes para a
atividade acadêmica.
O mais difícil é a mudança
cultural: criar a confluência de visões.
IH — E como vocês lidaram com as
mudanças culturais?
Luciano — Mesmo na Faculdade de Computação
e Informática, com uma visão de
TI forte, é complicado, pois o pessoal
se acostumou a trabalhar com relatórios.
Eles são do ramo, e sabem que BI, ERP,
BPM geram relatórios maravilhosos. Mas
o que fazer com aquelas informações?
Como usá-las?
Um problema recorrente nas universidades, por
exemplo, é acompanhar o aluno depois que
ele sai da graduação. Como trazer
esse aluno de volta, para um curso de pós-graduação?
Em alguns sistemas, quando o aluno sai da graduação,
o histórico dele termina.
IH — A tecnologia nos sistemas de BI é suficiente?
Luciano — As ferramentas são muito
sofisticadas. Dá para montar um cubo maravilhoso,
com inteligência artificial, algoritmo
genético, esse tipo de coisa. Mas se a
pessoa não sabe como isso tudo funciona — é uma
dificuldade. Às vezes, leva oito, dez
anos para uma pessoa aprender bem a buscar os
dados num BI. É difícil achar esse
tipo de gente no mercado.
Henrique — A minha situação
deve ser a mais distinta de todos aqui. Não
começamos o BI com a tecnologia, mas com
a reunião das pessoas. Os modelos de administração
numa universidade privada, com 40 cursos, são
muito distintos dos outros modelos já existentes.
A Universidade de Mogi das Cruzes assumiu o risco
de abrir dois mestrados em tecnologia, um de
engenharia biomédica e outro de biotecnologia.
Para uma universidade privada, o risco é alto.
Fui contratado com essa finalidade em 2003: a
de assumir a gestão dos cursos ligados à TI.
Tínhamos um projeto pedagógico
fantástico, mas com taxa baixa de ingressantes
e uma taxa ruim de concluintes. Aí comecei
as primeiras investidas na área de BI.
Tínhamos uma equipe de análise
estatística capaz de levantar informações
relevantes para o andamento do curso. O mais
difícil foi definir os parâmetros
dos índices.
Percebemos que as questões ligadas à periferia
do negócio são relevantes: o perfil
regional das pessoas, o mercado de trabalho regional.
Até encontrar professores qualificados é um
problema: a região é de hortifrutigranjeiros,
não existe fábrica de software,
fabricante de software, datacenter.
Então, reduzi os custos do curso. Fiz
acordo com a Microsoft, a IBM, a Oracle, a Borland,
para obter ferramentas de desenvolvimento e para
desenvolver um mercado regional. A gente praticamente
duplicou a quantidade de alunos em curso e mais
que duplicou a quantidade de alunos concluintes.
Hoje, dos 150 alunos que se formam anualmente,
eu conseguiria colocar todos eles na IBM de Hortolândia
se eles soubessem falar inglês.
Mas o pessoal de análises estatísticas
conseguiu indicadores muito bons. Por exemplo:
há uns três anos nós já sabemos
que existe uma correlação de 90%
entre o Enade (o antigo Provão) e a prova
da OAB, mas a OAB só conseguiu essa informação
recentemente. Outra coisa: quanto mais perto
de São Paulo, melhor a nota da OAB, porque
aqui estão os melhores professores e os
melhores advogados. Conforme você se afasta
de São Paulo, a nota do curso de direito
cai linearmente. Se você abrir um curso
de pedagogia no centro de São Paulo, pode
oferecer de graça, a chance de conseguir
alunos é pequena. Conforme você se
afasta do centro de São Paulo, o curso
de pedagogia tem um sucesso muito maior, com
retorno muito maior.
Outra coisa que descobrimos: precisamos tratar
diferente os alunos de exatas, de biológicas
e de humanas. Eles têm anseios diferentes.
O que é qualidade de ensino para um, não é para
o outro.
Por exemplo: você não pode colocar
na mesma sala os que buscam formação
profissional e os que buscam só o diploma.
Se você separa esses dois públicos,
pode ter dois nichos de sucesso, e até convencer
os buscadores de diploma (por exemplo, os profissionais
de notório saber) de que eles ganham estudando
melhor.
Gil — Preciso deixar uma coisa bem clara:
valorizamos as ferramentas de BI, porque temos
um departamento de informática com 70
funcionários; mantemos seis sistemas corporativos.
Mas, para dizer a verdade, não tomamos
decisões com base nas informações
extraídas desses bancos de dados. O nosso
sistema de gestão acadêmica tem
um viés monumental: a gente só olha
quantos papers o camarada publicou, de preferência
em inglês, de preferência em revistas
de circulação internacional. Há muito
tempo a USP resolveu se dedicar à produção
de conhecimento, e quer se colocar entre as primeiras
do mundo; hoje estamos entre as 25 primeiras
na publicação de papers. O mau
professor na USP nunca é punido, nem demitido,
nada, desde que ele tenha uma boa produção
científica. Temos muitos exemplos de grande
pesquisador, péssimo professor. Eu acho
que isso é uma virtude. Eu defendo essa
linha.
Então, as informações extraídas
de uma base de dados, a gente não usa
na tomada de decisão. Os alunos reclamam
das aulas mal preparadas, mas eles sabem que
estão numa escola de grande prestígio
justamente por conta da produção
do conhecimento.
Henrique — No caso da Universidade de Mogi
das Cruzes, no caso da engenharia biomédica
em particular, o BI foi necessário para
um programa que começou com nota 3, na
Capes, e passou para a nota 5 na primeira avaliação.
O comitê da Capes disse que não
ia atribuir a nota 5, disse que não é possível
atribuir dois pontos de evolução
numa única avaliação, mas
nós tiramos nota 5. E foi necessário
usar o BI. Aí, o pessoal conseguiu desenvolver
uma droga antitumor, conseguiu publicar na revista
Nature, com o seqüenciamento genético
da bactéria Xylella fastidiosa e tudo
o mais. Nem foi um custo tão alto assim:
a Fapesp investiu R$ 7 milhões em oito
anos.
IH — Então, no setor da educação, é preciso
coletar dados externos à escola?
Davi — Existe uma infinidade de fontes
de informação relevantes para o
nosso negócio (Enade, MEC, CNPq, Capes,
OAB, CREA), mas aí precisamos de analistas
que entendem do negócio, da pedagogia,
das finanças, para entender o que é o
negócio da educação, e não
só o negócio da escola. Eles precisam
garimpar os dados, juntar os dados, e aí vem
a perspicácia do indivíduo.
Henrique — Coletar os dados externos talvez
seja o principal problema na confecção
de um BI para a educação. E grande
parte da estratégia na verdade está no
mundo externo à empresa, se você quiser
crescer.
Um problema sério da educação é o
seguinte: um erro estratégico dura anos.
Entram poucos alunos hoje, essa turma leva anos
para se formar, e aí vem a conseqüência
financeira disso.
O BI é eficiente para reduzir os custos
internos, mas sem as informações
do mundo externo, é difícil criar
um BI de fato eficiente.
Marcelo — Mas o BI tem um lado bem prático:
o de divulgar informações. Com
o que eu gasto para elaborar quatro relatórios
tradicionais, eu monto um cubo no BI e tiro desse
cubo n relatórios. É barato. E
esse tipo de aplicação é bem
fácil de implementar, com mão-de-obra
disponível no mercado.
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