| A empresa de
processamento de dados da cidade de São
Paulo, a Prodam, investiu R$ 13,8 milhões
em infra-estrutura, num novo CPD e nas boas práticas
de gestão da infra-estrutura de TI (ITIL),
do desenvolvimento e da manutenção
de software (CMM), e dos projetos (PMI). Os benefícios
vieram muito mais do investimento em metodologias
de gestão.
Para dar um exemplo: a Prodam economizou R$ 5
milhões em 2005 só ao parar de intermediar
contratos entre fornecedores e a prefeitura, porque
assim não se paga impostos duas vezes.
(Parou de intermediar contratos, mas não
parou de gerenciá-los.) Antes, todo dia
havia 35 unidades básicas de saúde
paradas, por problemas de infra-estrutura. Agora,
quase nenhuma.
O diretor-presidente da Prodam, Luiz Arnaldo Pereira
da Cunha Júnior, organizou um novo jeito
de comprar ou contratar bens e serviços.
Os fornecedores terão de seguir critérios
mais rígidos. Para isso, a Prodam já
está realizando várias consultas
públicas, e incluindo o registro de preços
nas atas. Produtos e serviços relacionados
com microcomputadores e com treinamento já
estão homologados. “Estamos em processo
de licitar também a contratação
de serviços de telecomunicações
e de uma rede multisserviços”, diz
Luiz Arnaldo. Com a ata de preços, um documento
público, todo o governo se beneficia das
negociações conduzidas pela Prodam,
porque parte para as negociações
com mais informação.
Alberto Campos Ribeiro, diretor de infra-estrutura
da Prodam, diz que os sistemas de gerenciamento,
feitos com base na ITIL, já permitiram
entregar serviços com melhor qualidade
às 22 secretarias do município e
vão permitir melhorar a disponibilidade
dos laboratórios de informática
da rede municipal de ensino: 1.350 escolas, com
mais de 30 mil equipamentos..
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